Bolsa Banca e energia pressionam Wall Street

Banca e energia pressionam Wall Street

As principais bolsas norte-americanas encerraram em terreno ligeiramente negativo, castigadas essencialmente pelas cotadas do setor financeiro e da energia. Perspetiva de acordo comercial entre Washington e Pequim ajudou a travar as perdas.
Banca e energia pressionam Wall Street
Reuters
Carla Pedro 15 de abril de 2019 às 21:05

O Dow Jones encerrou a ceder 0,10%, para 26.384,77 pontos, e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,06% para 2.905,57 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite acompanhou o movimento negativo e deslizou 0,10%, para 7.976,01 pontos.

 

A pressionar as bolsas do outro lado do Atlântico estiveram sobretudo os setores da banca, em dia de resultados dececionantes, e da energia – numa sessão em que os preços do petróleo cederam terreno.

 

Depois de na sexta-feira os investidores terem aplaudido os números do JPMorgan e do Wells Fargo, que ficaram acima das expectativas, hoje as contas do primeiro trimestre anunciadas pelo Goldman Sachs e pelo Citigroup foram inferiores ao esperado – no segmento das receitas – e penalizaram o setor financeiro.

 

O Goldman Sachs fechou o dia a descer 3,84% para 199,87 dólares, depois de ter divulgado um lucro de 2,25 mil milhões de dólares, ou 5,71 dólares por ação, no primeiro trimestre do ano, o que corresponde a uma quebra de 20% face ao período homólogo. Apesar de o consenso de mercado estimar um lucro por ação inferior, a faturação ficou aquém do projetado. As receitas diminuíram 13% para 8,81 mil milhões de dólares, quando os analistas apontavam para um volume de negócios de 8,9 mil milhões de dólares.

 

Por seu lado, o Citigroup, que encerrou a depreciar-se 0,059% para 67,38 dólares, anunciou lucros de 1,87 dólares por ação entre janeiro e março. Tal como sucedeu com o Goldman, também este valor ficou acima das estimativas de 1,80 dólares, mas o mesmo não aconteceu com as receitas – que ascenderam a 18,576 mil milhões de dólares, contra projeções médias de 18,634 mil milhões.

 

Também o setor da energia esteve a conter o ânimo dos investidores, num dia em que os preços do petróleo negociaram no vermelho nos principais mercados internacionais.

 

A travar maiores perdas em Wall Street esteve o renovado otimismo em torno das negociações comerciais EUA-China, já que existe a expectativa de que esteja para breve um acordo entre as duas maiores economias do mundo.




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