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Banca europeia afunda após declarações de Dijsselbloem

A banca europeia registou fortes quedas depois do presidente do Eurogrupo ter dito que os depositantes podem ser chamados a ser salvar os bancos. Itália e Espanha foram os mercados que mais caíram.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 25 de Março de 2013 às 17:31
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O presidente do Eurogrupo deixou claro que a Europa quer deixar de salvar bancos com dinheiro dos contribuintes. Assim, serão, em primeiro lugar chamados os accionistas, a seguir os obrigacionistas e, caso não chegue, os clientes dos bancos também serão chamados a participar. Isto, para depósitos superiores a 100 mil euros.

 

As declarações foram recebidas com receio nos mercados bolsistas, com o Stoxx 600 a ceder 0,27% para 293,25 pontos, depois de ter estado em alta na parte da manhã. O sector financeiro foi o que mais desceu, com o índice Dow Jones para a banca europeia a desvalorizar 1,87% para 163,81 pontos.

 

Foi a bolsa italiana que mais cedeu, reflectindo precisamente os receios em torno do sector financeiro. O índice MIBTEL desceu 2,50% para 15.644,36 pontos, com o banco Intesa Sanpaolo a desceu 6,21% para 1,147 euros.

 

O espanhol IBEX cedeu 2,27% para 8.140,60 pontos, com o Santander a recuar 3,24% para 5,414 euros e o Banco Popular a depreciar 2,87% para 0,61 euros.

 

A banca francesa também foi fortemente penalizada pelas palavras de Dijsselbloem, com o Société Generale a afundar mais de 6% para 25,78 euros. Nem o alemão Deutsche Bank escapou, perdendo 3,18% para 31,365 euros, contribuindo desta forma para uma queda de 0,51% do DAX.

 

O presidente do Eurogrupo foi explícito: a Europa não quer que os contribuintes continuem a resgatar os bancos. Terão de ser os envolvidos no negócio a salvaguardar as entidades bancárias. O comportamento dos mercados foi expressivo.

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