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Queda da banca pressiona bolsas europeias

A excepção são os bancos portugueses, que registam ganhos acentuados, com destaque para o Banif, que dispara mais de 18%, e para o BPI, que sobe quase 5,5% após ter apresentado resultados.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 29 de Outubro de 2015 às 11:17
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O sector da banca na Europa está em queda esta quinta-feira, 29 de Outubro, com algumas das maiores instituições financeiras da região a perderem mais de 5%, depois de o Deutsche Bank ter apresentado prejuízos e de o Barclays ter revisto em baixas as estimativas de resultados para 2016.

O índice que reúne os maiores bancos europeus desce 1,67%, e é o principal responsável pela desvalorização das principais praças europeias, que inverteram a tendência positiva do início da sessão.

O dia começou com sinal verde na Europa, com as bolsas a beneficiarem dos resultados trimestrais de várias empresas e das indicações da Reserva Federal norte-americana, que admitiu, ontem, que as "condições económicas" poderão exigir juros baixos, mesmo que a inflação e o desemprego estejam nos níveis desejados.

Contudo, os resultados do Deutsche Bank, Barclays e Santander acabaram por pressionar o sector e, consequentemente, os principais índices europeus, que registam perdas em torno de 0,5%.

O Deutsche Bank anunciou que terminou o terceiro trimestre com um prejuízo recorde de 6,01 mil milhões de euros, depois de, na quarta-feira, ter revelado que não vai pagar dividendos referentes a este ano nem ao próximo. Isto numa altura em que o maior banco alemão está a implementar um plano de reestruturação, que inclui corte de custos, saída de gestores, redução da dívida e dos activos considerados demasiado expostos a potenciais perdas. As acções do banco caem 5,59% para 25,94 euros.

Já o Barclays desce 5,19% depois de ter anunciado que fechou o terceiro trimestre do ano com um resultado antes de impostos de 1,43 mil milhões de libras, o que compara com os 1,59 mil milhões registados em igual período do ano passado. O banco britânico reviu ainda em baixa os resultados para 2016.

O Santander regista uma descida menos acentuada de 2,75% para 5,061 euros, com os resultados a ficarem em linha com o esperado. O banco espanhol revelou esta manhã que os lucros aumentaram 17,1% para 5,1 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Considerando apenas o terceiro trimestre, a instituição financeira registou lucros de 1,68 mil milhões de euros, o que ficou em linha com as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg.

A contrariar esta tendência estão os bancos portugueses, que negoceiam em forte alta, levando o PSI-20 a ganhar 1%.

A maior subida é protagonizada pelo Banif, que dispara 18,18% para 0,3 cêntimos, depois das fortes quedas das últimas sessões, que levaram o título a negociar num novo mínimo histórico na sessão de ontem, de 0,19 cêntimos.

Já o BPI valoriza 5,36% para 1,141 euros, depois de ter anunciado lucros de 151 milhões de euros entre Janeiro e Setembro de 2015, o que representa uma inversão face ao prejuízo de 114,3 milhões de euros alcançados um ano antes.

O BCP, por seu lado, ganha 2,32% para 5,3 cêntimos, recuperando das perdas do início da semana. Recorde-se que o título foi pressionado pelas eleições na Polónia, que deram vitória ao partido Lei e Justiça, que pretende implementar novos impostos sobre os bancos e as retalhistas já em 2016. 

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