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Banca dá arranque positivo ao PSI-20

O principal índice da praça de Lisboa arrancou a semana em terreno positivo, avançado menos de meio por cento. No resto da Europa, as principais praças estão a negociar no vermelho.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 20 de Outubro de 2014 às 08:31
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O principal índice da praça de Lisboa arracou a semana no verde. O PSI-20 soma 0,11% para 5.051,54 pontos, com 10 empresas em alta, seis em queda e duas inalteradas. No resto da Europa, a maioria dos principais índices segue a negociar no vermelho.

 

A marcar o dia nos mercados, esta segunda-feira, 20 de Outubro, está a divulgação de alguns dados económicos na Zona Euro e os resultados da Apple. 

 

O sector financeiro está em destaque neste ínicio de sessão. O BCP soma 2% para os 8,16 cêntimos e o Banif avança 3,23% para 0,64 cêntimos. O BPI cresce 0,64% para 1,419 euros. Na última sexta-feira, 17 de Outubro, os accionistas do banco liderado por Fernando Ulrich aprovaram em assembleia-geral que o banco vai aderir ao regime especial aplicável aos activos por impostos diferidos.

 

Este regime legislativo permite converter impostos diferidos em créditos fiscais de forma a permitir que a instituição reforce os seus fundos próprios. No total, o BPI detém activos no valor de 249 milhões de euros que cumprem os requisitos para aceder a este regime. Destes, 118 milhões são provenientes de provisões e imparidades para créditos e os restantes 131 milhões de benefícios pós emprego ou a longo prazo para trabalhadores, anunciou o banco na apresentação que enviou à CMVM a 24 de Setembro.

 

O impacto que estes créditos vão ter no rácio de solvabilidade equivale a um aumento de capital no valor de 200 milhões de euros. Isto vai permitir um aumento de 1,25% do rácio de capital. O Common Equity Core Tier 1 fully implemented vai assim subir para 9,9%.

 

Do lado dos ganhos está também a EDP Renováveis, que soma 0,60% para 5 euros. Ainda neste sector, a EDP desliza 0,12% para 3,229 euros e a Galp Energia recua 0,71% para 11,21 euros.

 

Os CTT somam 1,07% para 6,883 euros.

 

A travar uma subida mais expressiva do principal índice nacional estão os títulos da Portugal Telecom. A operadora de telecomunicações desce 3,46% para 1,172 euros, já nesta sessão atingido um novo mínimo histórico. Na última sexta-feira, dia em que as acções encerraram a perder mais de 9%, a cotação da Portugal Telecom SGPS foi penalizada por uma nota de "research" do Morgan Stanley, que segundo a Reuters reiniciou cobertura das acções da empresa PT com um preço-alvo de 0,79 euros, que se situa bem abaixo da actual cotação.

 

A Portugal Telecom SGPS tem como único activo uma posição directa e indirecta de 39% no capital da Oi. Os accionistas da cotada portuguesa, quando for concretizada a fusão, ficarão com 26% da nova Oi, uma posição que poderá aumentar para 37% se no futuro a PT exercer uma opção de compra de mais acções. Os títulos da Rio Forte serão transferidos para a PT quando for concretizada a fusão, sendo que a operação já foi aprovada pelos accionistas portugueses.

 

(Notícia actualizada às 8h40)

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