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Banca e matérias-primas penalizam Wall Street

As praças norte-americanas fecharam em terreno negativo, com os títulos ligados à banca e às "commodities" a pressionarem a tendência. Já os ganhos das "utilities" e das telecomunicações ajudaram a equilibrar a tendência, levando a que as quedas nas bolsas fossem ligeiras.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 09 de Junho de 2016 às 21:35
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O Standard & Poor’s 500, que ontem fechou no valor mais alto dos últimos 10 meses e meio, e a apenas 0,6% do seu máximo histórico, recuou na sessão desta quinta-feira, tendo negociado no vermelho durante todo o dia. A descida não foi expressiva, mas o índice acabou por se afastar um pouco mais do seu recorde ao encerrar a ceder 0,20% para 2.115,55 pontos.

 

O índice industrial Dow Jones, por seu turno, depreciou-se em 0,11% para 17.985,19 pontos, depois de anteontem ter chegado aos 18.000 pontos - algo que não acontecia desde Abril – e de ontem ter mesmo superado essa fasquia no fecho.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,32%, fechando a valer 4.958,61 pontos.

 

A penalizar as praças do outro lado do Atlântico esteve a correcção no sector das matérias-primas, num dia em que o dólar ganhou terreno face ao euro – tornando assim menos atractivos os activos denominados na nota verde, como é o caso da grande maioria das "commodities".

 

Os preços do petróleo estiveram a cair pela primeira vez em quatro dias, tendo levado a um arrefecimento dos ânimos nos títulos do sector da energia.

 

Também o sector da banca contribuiu para o movimento negativo, ao passo que os títulos ligados às "utilities" e às telecomunicações contrabalançaram a tendência com os seus ganhos.

 

Os investidores estão a preferir usar de prudência, dado que as bolsas estavam a subir "talvez demasiado" face às perspectivas para o crescimento mundial, comentou à Bloomberg um gestor do Private Client Group, Jim Davis.

 

O mercado está igualmente em suspenso, à espera da próxima reunião da Fed, que decorre nos dias 14 e 15 de Junho, se bem que se aponte cada vez menos para a probabilidade de o banco central dos EUA subir juros este mês.

 

A marcar as atenções dos investidores está igualmente a aproximação do referendo dos britânicos a uma saída ou não da União Europeia (Brexit) e as convenções dos partidos políticos nos Estados Unidos. 

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