Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Banca e PT sobem mais de 4% impulsionam semana da bolsa portuguesa

Efeitos dos resultados dos testes de stress, divulgação dos números da banca e negócio entre a PT e a Telefónica levam a crescimento de mais de 1,5% do PSI-20 na semana.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Julho de 2010 às 18:33
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
O PSI-20 subiu 1,64% na semana que termina hoje, com a contribuição dos principais bancos portugueses tal como com a ajuda da Portugal Telecom, que assegurou ganhos nos dias que se seguiram à venda da Vivo e à compra da Oi.

Os três principais bancos portugueses registaram subidas significativas, com o BES a avançar 5,85%, seguido pelo BPI, 5,0%, subidas que superaram a valorização de 4,90% sentida pelo Banco Comercial Português.

Na segunda-feira foram revelados os resultados do semestre do BES, tendo a instituição aumentado os lucros em 14,6% para os 282,20 milhões de euros. Assim, conseguiu subir 5,85% para 3,674 euros, liderando a valorização do sector da banca, mesmo contando com a queda de 1,37% com que fechou a sessão de hoje.

BPI melhor nos testes de stress mas segundo da banca nas subidas da semana

O BPI foi considerado o melhor entre os grandes bancos ibéricos e o 18º a nível europeu nos testes de stress que foram divulgados no fim da semana passada, tendo sido também o melhor em Portugal. Se o país enfrentasse o pior cenário que foi marcado nos testes de resistência, o rácio de capital do banco liderado por Fernando Ulrich cairia para 10,2%.

No entanto, ficou atrás do BES nas subidas da bolsa na semana de 23 a 30 de Julho. O resultados do BES nos testes de resistência ainda não são conhecidos, uma vez que só foram divulgados os dados das “holdings”, que no caso do BES é a ESFG. Só no dia 6 de Agosto se saberá o resultado do banco liderado por Ricardo Salgado e o responsável já disse que serão melhores do que os do ESFG (6,9%).

Apesar de ter apresentado os resultados semestrais na semana passada, o BPI ainda sente efeitos dos mesmos. O lucro aumentou 11,8% para 99,5 milhões de euros e as estimativas esperavam uma queda de 5%.

Os resultados semestrais e dos testes de stress foram determinantes para a valorização semanal de 5%, mesmo apesar de hoje ter registado uma descida de 2,35%, anulando assim parte dos ganhos dos dias anteriores. A cotada terminou a semana nos 1,701 euros.

O BCP também esteve em alta, subindo 4,90% e sendo o único dos três principais bancos portugueses a terminar com uma subida no dia de hoje, ascendendo 0,61% para os 0,664 euros.

Santos Ferreira comanda o banco cujo rácio no cenário mais difícil dos testes de stress desceria para 8,4%, acima do valor mínimo exigido, tendo contrariado os rumores que circularam durante semanas e que apontavam para problemas financeiros enfrentados pela instituição. Tal como os outros bancos, os lucros também aumentaram conduzindo a uma semana no verde da banca portuguesa.

O resultado líquido no primeiro semestre de 2010 aumentou 10,7% em relação aos primeiros seis meses de 2009, tendo sido contabilizados 163,2 milhões de euros, um número ainda assim inferior ao estimado pelos analistas. Os valores não foram mais elevados por conta da operação que o banco desenvolve na Grécia, um país muito marcado pela crise financeira nos últimos meses e que obrigou a uma contabilização de provisões.

Venda da Vivo e compra da Oi animou PT

A Portugal Telecom foi outra empresa que levou aos ganhos semanais do índice bolsista português. A venda da Vivo à Telefónica e a compra da Oi pela PT estão a levar os bancos de investimento a alterar as avaliações feitas à companhia presidida por Henrique Granadeiro, revendo-as em alta.

As movimentações do último mês desde o anúncio da compra da Vivo da empresa de telecomunicações espanholas à PT, além da consideração de que o negócio foi bom para todos os intervenientes, conduziram a um ganho semanal de 4,27.

As acções da PT estão agora nos 8,446 euros embora tenha sido prevista uma valorização por algumas entidades, como o ING que afirma que as acções podem chegar aos 11,5 euros quando “o mercado reconhecer a criação de valor” com o negócio.

Apesar de tudo, a escalada semanal mais acentuada foi a da Sonaecom, valorizando 6,57%, depois de ontem terem sido divulgados os resultados do primeiro semestre do ano corrente.

O resultado líquido da empresa registou uma evolução significativa, já que aumentou para os 19,6 milhões de euros, quando no período homólogo de 2009 os lucros estavam nos 1,4 milhões de euros. Além disso, as suas acções beneficiaram da subida sentida no sector de telecomunicações. A detentora da Optimus encerrou a sessão de hoje a corrigir parte dos ganhos, com uma descida de 2,04% para os 1,492 euros.

EDP Renováveis lidera quedas com mais dívida e descidas de preços-alvo

A liderar as perdas semanais esteve a EDP Renováveis, que ontem revelou os resultados e mostrou uma dívida líquida de quase três mil milhões de euros, que compara com os 1,9 mil milhões registados no primeiro semestre do ano passado.

A empresa resvalou 5,04% no total da semana, embora hoje tenha fechado a desvalorizar menos, apenas 0,84%, descendo até aos 4,583 euros.

A pressionar a evolução negativa estão as diversas notas de “research” de casas de investimento que reviram em baixa o preço-alvo das suas acções. O BNP Paribas cortou a avaliação em 7% para os 5,1 euros e a Unicredit desceu o valor de 6,2 para 5,5 euros. Já a Natixis baixou o preço-alvo das acções da EDP Renováveis em 1,4 euros, passando-o de 7,3 para 5,9 euros.
Ver comentários
Outras Notícias