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Banca impulsiona bolsa nacional após recomendações revistas em alta

A Euronext Lisbon seguia a valorizar, numa Europa maioritariamente em queda, com a banca a impulsionar o índice nacional após a unidade de «research» do BPI ter revisto em alta as recomendações para o BCP e para o BES. O índice nacional avançava 0,86%.

Pedro Viana pviana@mediafin.pt 12 de Julho de 2004 às 13:00
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A Euronext Lisbon seguia a valorizar, numa Europa maioritariamente em queda, com a banca a impulsionar o índice nacional após a unidade de «research» do BPI ter revisto em alta as recomendações para o BCP e para o BES. O índice nacional avançava 0,86%, também com a PT e a EDP a crescer e a Portucel a ser a única empresa a desvalorizar.

O índice PSI-20 [psi20] marcava 7.303,74 pontos, com 12 acções a subir, uma a descer e sete inalteradas.

Uma operadora de mercado da LJ Carregosa contactada pelo Jornal de Negócios Online destacou o sector da banca e citou uma notícia do «Diário de Notícias» de hoje onde se pressupõe que a Sonae pode vir a receber 1,55 euros mais a Euribor a seis meses, mais 1%, concluindo que, se assim for, «pode provocar uma revisão em alta do preço da OPA».

A Portugal Telecom (PT) [ptc] era das empresas que mais impulsionava o índice, ao valorizar 1,39% para os 8,74 euros. O volume de acções negociadas situava-se nos 516 mil.

A Vivo, maior operadora móvel do Brasil e participada da Portugal Telecom e da Telefónica Móviles, poderá reduzir a sua quota de mercado naquele país em 8% em 2007, segundo um estudo, hoje divulgado, pelo Banif Investmento.

Todos os bancos cotados no PSI-20 ganhavam valor. O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] marcava 1,87 euros, a crescer 1,62%, depois da recomendação para as suas acções ter sido revista em alta de manter para acumular. O preço-alvo foi também aumentado de 1,95 euros para 2,00 euros.

Por outro lado, «na passada sexta-feira foi noticiado que o banco liderado por Jardim Gonçalves tinha chegado a acordo com o banco público Caixa Geral de Depósitos relativamente à venda do ramo não vida da Seguros e Pensões mas os valores da operação ainda não foram divulgados», referiu a mesma fonte.

O Banco Espírito Santo (BES) [besnn] fixava-se nos 13,49 euros, a crescer 0,52%. O banco liderado por Ricardo Salgado também sofreu revisões pela casa de investimento do Banco BPI, mas apenas de preço-alvo, mantendo a recomendação em «reduzir». O «target» cresceu de 12,50 para 12,95 euros.

O Banco BPI [bpin] cotava nos 2,99 euros, a subir 0,67%.

A Semapa [sema] seguia nos 3,56 euros, inalterada. A empresa de Pedro Queiroz Pereira não prevê, neste momento, efectuar qualquer desinvestimento para fazer face ao esforço financeiro exigido pela oferta pública de aquisição (OPA) lançada sobre a Portucel, noticiou hoje o Jornal de Negócios.

A Semapa, que venceu o concurso de privatização de 30% da Portucel, tem por objectivo atingir a maioria do capital da papeleira, e foi obrigada pela CMVM a lançar recentemente uma OPA Geral sobre o capital da empresa. A administração da Semapa garante que independentemente da imposição feita pela CMVM, sempre teve a intenção de avançar com a OPA.

A Portucel [ptcl] marcava 1,54 euros, a subtrair 0,65% ao fecho de sexta-feira, dia em que tocou no valor da OPA. Este era o único título do índice a perder valor.

A Sonae [son], que detém uma fatia de 25% da Portucel e acordos com os banco CGD e BES, concedendo-lhes o direito de comprar essa mesma fatia, seguia nos 0,86 euros, inalterada.

Por outro lado, os bancos têm uma opção de venda, que concede-lhes o direito de aliená-la à empresa de Queiroz Pereira. Foi esta opção que levou a CMVM a obrigar o lançamento da OPA, pois a Semapa passa a deter, por imputação, os votos inerentes ao activo subjacente.

A Electricidade de Portugal (EDP) [edp] valorizava 0,87% para 2,32 euros, com mais de 1,2 milhões de acções a trocarem de dono.

 

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