Bolsa Banif dispara após queda de 63% em seis sessões

Banif dispara após queda de 63% em seis sessões

As acções do Banif estão a negociar em forte alta, disparando 25%, depois ter recuado 63,16% em seis sessões. O Negócios escreve que o processo de venda da instituição liderada por Jorge Tomé já arrancou.
Banif dispara após queda de 63% em seis sessões
Miguel Baltazar/Negócios

As acções do Banif estão esta sexta-feira a negociar em forte alta, recuperando parte das perdas recentes. Os títulos do banco liderado por Jorge Tomé (na foto) seguem por esta altura a subir 25,71% para 0,0011 euros. Em apenas uma hora e meia de negociação já trocaram de mãos mais de 428 milhões de acções quando a média dos últimos seis meses é de 152 milhões. A capitalização bolsista do Banif é de 115,6 milhões de euros.

Esta subida tem lugar depois de nas últimas seis sessões a instituição financeira ter recuado 63,16%. Esta quinta-feira, 10 de Dezembro, fonte oficial do regulador do mercado de capitais português garantiu, em declarações ao Negócios, que estava a monitorizar "de forma reforçada" a negociação do banco, acompanhando com "muita proximidade e detalhe" a evolução dos títulos.


As fortes quedas registadas nas últimas seis sessões tiveram lugar num momento em que surgiram muitas notícias em torno da capacidade do banco para reembolsar a ajuda que recebeu do Estado. "É natural que haja especulação face ao processo em curso e que haja a atenção do regulador", disse à Lusa fonte oficial do banco liderado por Jorge Tomé.

"Pode ser o caso de o fundo de Resolução intervir e ser chamado a aumentar o capital do banco, ou com as novas regras europeias, os obrigacionistas

Caso não consiga reembolsar o Estado é possível que seja mais um banco que fique a cargo do fundo de resolução com custos para o restante sistema financeiro.
Pedro Lino
Dif Broker

verem o seu capital convertido em acções, e nesse caso o valor dos actuais accionistas seria residual", explica Pedro Lino, administrador da Dif Broker.


Já a equipa de "research" do Big destaca que "a decisão por parte da Comissão Europeia no que se refere à compatibilidade da ajuda pública ao banco e a procura por investidores privados que comprem acções detidas pelo Estado e reforcem o capital do banco vão ser dois tópicos determinantes para a evolução dos títulos do Banif a curto prazo, persistindo a incerteza quanto ao eventual sucesso do processo de reestruturação em curso".


Se o banco não conseguir encontrar um accionista para injectar capital na instituição, uma medida de resolução poderá ter lugar. "Caso não consiga reembolsar o Estado é possível que seja mais um banco que fique a cargo do fundo de resolução com custos para o restante sistema financeiro", remata Pedro Lino.

Esta sexta-feira, 11 de Dezembro, o Negócios avança que o Banif tem em marcha venda de 60% do Estado. O Banif já lançou o processo de venda da posição do Estado. Os potenciais interessados estão a ter acesso a informação detalhada e a apresentações da gestão. Em breve serão chamados a fazer ofertas únicas e vinculativas.




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