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Banif dispara mais de 32,5% após 10 sessões sem subir

O banco liderado por Jorge Tomé recuperou parte das perdas registadas nas últimas sessões, tendo disparado acima de 32,5% na sessão desta quinta-feira. Os títulos do Banif acabaram mesmo por valorizar pela primeira vez em 10 sessões.

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 29 de Outubro de 2015 às 17:35
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O Banif encerrou a sessão desta quinta-feira, 29 de Outubro, a disparar 32,57% para 0,0029 euros. Trata-se da primeira valorização dos títulos do banco liderado por Jorge Tomé em 10 sessões. É também a maior valorização diária desde 17 de Julho de 2013, dia em que os títulos do Banif avançaram 36,59% para 0,56 euros.

 

Esta valorização justifica-se essencialmente pela correcção face às perdas acumuladas nas últimas sessões. Ao longo das nove sessões anteriores, os títulos do banco madeirense tinham desvalorizado 40,54%, tendo iniciado a sessão desta quinta-feira a valer apenas 0,0022 euros.

 

Durante esta quinta-feira, foram transaccionados mais de 952 mil títulos do Banif, valor que compara com a média diária dos últimos seis meses que é inferior a 117 mil. No entanto, na última quarta-feira, 28 de Outubro, trocaram de mãos um pouco mais de 1 milhão de acções do banco.

 

Ainda assim, desde o início do ano o Banif acumula já uma desvalorização de 49,01%, para uma capitalização bolsista que é actualmente de 335,4 milhões de euros.

 

Apesar da valorização hoje registada, o valor das acções do Banif continua ainda bem distante de 1 cêntimo, o valor a que os títulos do banco foram vendidos aquando do último aumento de capital.

 

A contribuir para a desconfiança dos investidores em relação ao Banif está a desconfiança em relação à solidez e rentabilidade do sector financeiro nacional, designadamente do banco liderado por Jorge Tomé. Mas há ainda que ter em conta a preocupação dos investidores em relação aos rácios de capital da instituição financeira.

 

Por fim, mas não menos importante, subsiste um foco de preocupação em torno da potencial dificuldade que o Banif terá para devolver a ajuda estatal de 700 milhões de euros de que beneficiou. O banco tem ainda de devolver 125 milhões de euros em títulos de capital contingente (CoCo). 

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