Bolsa BCP cai 1,5% e arrasta PSI-20 para a sétima sessão no vermelho

BCP cai 1,5% e arrasta PSI-20 para a sétima sessão no vermelho

Os mercados mantêm-se pessimistas. No caso da praça lisboeta, esta é a sétima sessão consecutiva de quebras, com o BCP a liderar as perdas.
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Ana Batalha Oliveira 21 de novembro de 2019 às 08:09

A bolsa nacional abriu em queda, com o principal índice, o PSI-20, a descer 0,54% para 5.191,57 pontos. São 13 as cotadas que estão a pesar no vermelho, contra cinco no verde.

Os investidores, cá dentro e na Europa, mantêm-se cautelosos perante a intempérie que se espera do outro lado do oceano. A legislação sobre Hong Kong que foi aprovada na terça-feira pelo Senado dos Estados Unidos, já passou pela Casa dos Representantes e chega agora a Trump, que deverá aprová-la. A iniciativa foi condenada firmemente pelos chineses numa altura em que Washington e Pequim estariam próximos de resolver parte das suas divergências comerciais através de um acordo parcial. Os mercados reforçam desta forma o pessimismo em relação ao desenlace da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

No Velho Continente aguardam-se ainda dados relevantes, com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prestes a publicar o relatório com o "outlook" económico mundial e a Comissão Europeia a divulgar a estimativa rápida do índice de confiança dos consumidores na Zona Euro em novembro.

Por cá, o BCP é o peso pesado que se destaca no vermelho ao liderar as perdas: cai 1,56% para os 20,18 cêntimos. O banco liderado por Miguel Maya volta a mínimos do início do mês numa semana em que o preço da ação desceu mais de 1% em três das quatro sessões. 

Também a pesar no desempenho do índice nacional está a Jerónimo Martins, outro peso pesado, que cede 0,58% para 14,60 euros. No pódio das quebras estão ainda a Nos, a descer 1,08% para os 5,02 pontos e a EDP Renováveis, a desvalorizar 0,98% para os 10,10 euros.

De novo no topo dos ganhos está a Ibersol. A dona das marcas Pizza Hut e Burger King saboreia uma subida de 1,09% para os 7,42 euros na primeira sessão após a apresentação de resultados relativos aos meses entre janeiro e setembro, reportados ontem depois do fecho da bolsa nacional. A empresa encerrou os primeiros nove meses do ano com lucros de 17,5 milhões de euros, uma queda de 26,7% em termos homólogos. Os proveitos operacionais, contudo, subiram cerca de 6%, para 363 milhões.

(Notícia atualizada às 08:16)




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