Bolsa BCP cai mais de 1,5% e arrasta bolsa nacional

BCP cai mais de 1,5% e arrasta bolsa nacional

A bolsa nacional iniciou o dia em queda, num arranque de sessão indefinido no resto da Europa, com os investidores à espera das reuniões dos bancos centrais para tomarem decisões de investimento. Na bolsa nacional, o BCP é um dos grandes responsáveis pela descida.
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Sara Antunes 10 de setembro de 2019 às 08:07
O PSI-20 está a desvalorizar 0,25% para 4.953,90 pontos, com sete cotadas em alta, sete em queda e quatro inalteradas. Entre os congéneres europeus a tendência não é definida, numa altura em que os investidores aguardam por desenvolvimentos em torno do Brexit, depois de ontem o primeiro-ministro ter visto chumbada, pela segunda vez, a proposta de eleições antecipadas.

O Parlamento britânico deu ontem por terminados os trabalhos, tendo arrancado a suspensão do seu funcionamento até dia 15 de outubro, tal como estiplado por Boris Johnson. Contudo, o primeiro ministro tem agora até 19 de outubro para chegar a um acordo com a União Europeia. Caso isso não aconteça, a legislação aprovada pelos deputados obriga ao pedido de um novo adiamento do Brexit, já que os deputados garantiram que não pode haver um Brexit sem acordo. Este adiamento remete para 31 de janeiro a nova data de saída do Reino Unido da União Europeia (UE). 

Os investidores aguardam também as reuniões dos bancos centrais. Esta semana é a vez do Banco Central Europeu (BCE), numa reunião que está a gerar muitas dúvidas, já que a divisão no seio da autoridade é elevada, com alguns responsáveis a defenderem que a entidade liderada por Mario Draghi deve avançar com um novo programa de compra de ativos, enquanto outros acreditam que a economia não está a mostrar sinais de precisar desta medida. 

A reunião do BCE começa esta quarta-feira e as conclusões serão conhecidas na quinta-feira, 12 de setembro. 

Enquanto isso, por cá, o BCP está a cair 1,79% para 0,1976 euros, depois de ontem ter sido conhecido que a Autoridade da Concorrência condenou 14 bancos ao pagamento de coimas no valor global de 225 milhões de euros por prática concertada de troca de informação comercial sensível, durante um período de mais de dez anos, entre 2002 e 2013. O Negócios apurou que um terço da coima total foi aplicada a apenas uma instituição, tendo contudo conseguido apurar qual o banco em causa. No caso do BCP, o banco liderado por Miguel Maya revelou que a coima que lhe foi aplicada ascende a 60 milhões de euros, sendo que, à semelhança do Santander, vai recorrer da decisão da AdC. 

Entre as cotadas de energia, a EDP recua 0,43% para 3,461 euros, enquanto a EDP Renováveis sobe 0,59% para 10,20 euros. A Galp também aprecia 0,23% para 13,105 euros. 

Em queda, e a pressionar a praça nacional, segue a Jerónimo Martins, ao ceder 0,83% para 15,48 euros, enquanto a Sonae SGPS está a subir 0,46% para 0,875 euros.



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