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BCP e CTT dão força à bolsa nacional

A bolsa nacional terminou o dia a valorizar mais do que o Stoxx 600, impulsionado pelas boas prestações do BCP e também dos CTT. Lá fora, os resultados empresariais e a relação entre os EUA e a China centram as atenções.

As bolsas mundiais viveram um período dourado de ganhos. Mas a chegada de 2018 inverteu a tendência de ganhos nos mercados financeiros globais. Após anos de máximos e com um nível de volatilidade crescente nos mercados, os especialistas recomendam maior cautela na hora de investir. A aposta recai em empresas de qualidade. 

'O foco continua a estar no crescimento do lucro por acção e nos nomes que podem entregar este crescimento a médio prazo', refere a Amundi. A gestora alerta para uma rotação no mercado para empresas de maior qualidade e realça que prefere empresas norte-americanas, devido ao ambiente de forte subida dos lucros e 'ao facto de os riscos relacionados com a regulação terem sido identificados e descontados [no valor das cotações]. A Pictet também aponta uma estratégia mais defensiva, identificando oportunidades no sector do consumo e da saúde, ao mesmo tempo que passou a assumir uma posição 'neutral' no sector financeiro, face aos riscos actuais.

'No bloco europeu, os sectores de telecoms e 'utilities' continuam a apresentar múltiplos de PER com o maior desconto face à mediana, sendo penalizados pela superior
alavancagem dos seus balanços', nota o BiG, no seu 'outlook' para o terceiro trimestre. O sector industrial, de cuidados de saúde e consumo são outros em que o banco vê oportunidades na Europa.
Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 23 de Outubro de 2019 às 16:46
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O índice PSI-20 fechou o dia a ganhar 0,83% para os 5.057,72 pontos, com onze cotadas a terminarem a sessão em território positivo, uma na linha de água e seis em queda.

A impulsionar o sentimento dos mercados a nível global está a temporada de resultados, que decorre a algumas semanas, com grande parte das empresas a superar as estimativas iniciais dos analistas, segundo os dados recolhidos pela Reuters.

A relação entre os EUA e a China continua também em foco, depois dos comentários de representantes de Pequim terem deixado os investidores otimistas num desfecho favorável. O vice-ministro dos assuntos externos chinês, Le Yucheng, disse no final do dia de ontem que se ambos os países se respeitarem, qualquer problema poderia ser resolvido.

Os comentários fizeram eco nos mercados, e deixaram a ideia que no próximo encontro entre os dois países – a realizar nos próximos dias 16 e 17 de novembro, numa cimeira no Chile – o acordo parcial poderia ser selado.

No Reino Unido, a novela do Brexit teve um novo capítulo. O encontro matinal entre o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o líder da oposição Jeremy Corbyn confirmou as perspetivas e não foi atingido nenhum acordo quanto ao calendário para o debate e a votação a legislação paralela ao acordo de saída. 

Por cá, a bolsa nacional foi impulsionada pelo bom desempenho do Banco Comercial Português, que valorizou 1,87% para os 20 cêntimos por ação, regressando aos ganhos, depois da queda de ontem.

A liderar os ganhos no índice nacional estiveram os CTT, com a empresa a valorizar 4,03% para os 2,53 euros. A Mota-Engil – uma cotada mais volátil ao mercado externo, devido à sua carteira de encomendas em mercados emergentes – beneficia com o apaziguar de relações entre os EUA e a China e valorizou 2,04% para os 1,99 euros por ação.

No retalho, a Sonae fechou o dia a valorizar 2,12% para os 92 cêntimos e a Jerónimo Martins ganhou 0,68% para os 14,87 euros, antes de apresentar os resultados relativos ao terceiro trimestre deste ano.

O Goldman Sachs estimou que a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos tenha registado "mais um trimestre sólido", com as receitas a crescerem 8% em termos homólogos para 4,7 mil milhões de euros (entre julho e setembro de 2019) e o EBITDA a aumentar 9% para 288 milhões de euros. Os lucros terão ficado em 108 milhões de euros, abaixo dos 114 milhões de euros registados no terceiro trimestre de 2018 e acima dos 100 milhões entre abril e junho deste ano.

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