Bolsa BCP e CTT travam ciclo de ganhos na praça portuguesa

BCP e CTT travam ciclo de ganhos na praça portuguesa

As bolsas europeias seguiram o desempenho de Wall Street devido às dúvidas dos investidores com a execução do plano económico de Donald Trump. O PSI-20 acompanhou a tendência.
BCP e CTT travam ciclo de ganhos na praça portuguesa
Bloomberg
Nuno Carregueiro 22 de março de 2017 às 16:47

A bolsa nacional fechou em terreno negativo, em linha com o comportamento da maioria das praças europeias, com o índice português a ser pressionado sobretudo pela desvalorização das acções dos BCP e dos CTT.

 

O PSI-20, que vinha de uma série de quatro sessões em alta, caiu 0,35% para 4.619,64 pontos, com 13 cotadas em queda, quatro em alta e duas sem variação.

 

As acções europeias também registaram uma sessão negativa, depois de ontem Wall Street ter registado a queda mais acentuada desde a tomada de posse de Donald Trump, com os investidores a começarem a demonstrar algum nervosismo com a ausência de medidas concretas ao nível fiscal e económico por parte da presidência dos Estados Unidos.

 

A administração Trump ainda não apresentou efectivamente o seu plano económico e a especulação que não conseguirá reduzir os impostos como propôs tem desestabilizado os mercados.

 

Num dia em que sector bancário foi dos mais pressionado na Europa, o Banco Comercial Português pressionou o PSI-20 com uma queda de 1,72% para 16,54 cêntimos. Os CTT também contribuíram para o desempenho negativo, com uma queda de 0,81% para 4,79 euros.

 

O Stoxx 600 cedeu 0,48% para mínimo de duas semanas e as acções asiáticas sofreram a maior queda desde 15 de Dezembro, numa sessão em que os investidores se refugiaram na dívida soberana, no ouro e no iene.

 

"Está a construir-se uma ideia de que o tão esperado pacote de estímulos fiscais pode não chegar tão cedo como os mercados esperavam, se é que vai chegar algum dia", disse Alvin Tan, trader do Societe Generale, acrescentando que a investigação do FBI às ligações de Trump à Rússia também pode estar a pesar no sentimento dos investidores.

 

Num dia em que sector bancário foi dos mais pressionado na Europa (o Stoxx Banks cedeu 0,74%), o Banco Comercial Português penalizou o PSI-20 com uma queda de 1,72% para 16,54 cêntimos.

 

Os CTT também contribuíram para o desempenho negativo, com uma queda de 0,81% para 4,79 euros, muito perto de renovar o mínimo histórico que fixou no início deste mês. Entre as cotadas com maior peso no índice, o sector do retalho fechou também com sinal negativo. A Sonae SGPS desvalorizou 0,8% para 0,864 euros e a Jerónimo Martins caiu 0,45% para 15,48 euros.

 

Contrariando a tendência das últimas sessões, o sector energético esteve hoje em terreno positivo. A EDP valorizou 0,79% para 2,922 euros, depois do jornal espanhol Expansión ter avançado esta manhã que a JPMorgan aliou-se à Swiss Life para apresentar uma oferta pela filial espanhola da EDP, a Naturgas.

 

Fora do PSI-20 destacou-se a Sonae Indústria. A cotada desceu 6,17% para 0,76 cêntimos, apesar de ter anunciado um regresso aos lucros em 2016 e a realização de um "reverse stock split", com o reagrupamento de 250 acções numa só.

 

Em conferência de imprensa, a Sonae Indústria garantiu que não vai avançar com uma operação harmónio, com o administrador-delegado a garantir que a anunciada redução de capital para cobertura de prejuízos não será seguida de qualquer aumento.

 

(Notícia actualizada com mais informação)




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