Bolsa BCP e Jerónimo Martins impulsionam abertura do PSI-20

BCP e Jerónimo Martins impulsionam abertura do PSI-20

As boas prestações do BCP e da Jerónimo Martins estão a dar força à bolsa nacional nesta abertura de sessão. Lá fora, o otimismo em torno de um acordo para o Brexit vai animando os investidores, principalmente após os comentários de Michel Barnier.
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Gonçalo Almeida 15 de outubro de 2019 às 08:23
O índice PSI-20 abriu a sessão de hoje a valorizar 0,3% para os 4.990,24 pontos, acompanhando a tendência dos pares europeus, num dia marcado pelo otimismo em torno da perspetiva de uma saída "a bem" do Reino Unido da União Europeia (UE). A libra beneficia com as notícias e valoriza 0,3% para os 1,146 euros.

O negociador chefe da UE para o Brexit, Michel Barnier, disse no domingo passado que "ainda falta muito trabalho", mas veio agora reforçar a sua confiança num entendimento, dizendo que "chegar a um acordo é possível".

O foco dos investidores está agora no encontro de sexta-feira entre representantes do Reino Unido e da União Europeia que pode determinar um Brexit com acordo. No entanto, esse entendimento entre ambos pode depender das negociações que vão decorrer em Bruxelas na próxima sexta-feira. Boris Johnson vai apresentar uma proposta com novas leis para as áreas da pesca, agricultura e comércio. 

Apesar das boas indicações com o Brexit, a falta de progresso nas negociações comerciais entre os EUA e a China está a travar maiores ganhos. Os relatos de um acordo parcial entre ambos, na semana passada, tinha animado os mercados, mas a escassez de detalhes em torno do acordo reduziu esse entusiasmo.

Por cá, na bolsa nacional, 15 cotadas negoceiam em território positivo, 2 na linha de água e 1 em queda. A apoiar está o o BCP que avança 0,83% para os 19 cêntimos por ação e também a Jerónimo Martins que ganha 0,6% para os 15,07 euros.

A Galp vai subindo 0,3% para os 13,60 euros. Uma nota divulgada hoje por um analista da Bloomberg antecipou um impacto da queda do preço do petróleo nos resultados do terceiro trimestre deste ano, apesar do aumento de produção registado. 

"É provável que a queda significativa dos preços dos hidrocarbonetos venha a pesar no EBITDA da Galp do terceiro trimestre, quando comparado com o ano passado, apesar do aumento de 21% na produção de ‘oil and gas’", segundo uma nota, divulgada pela agência de notícias.




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