Bolsa BCP e Jerónimo Martins pressionam PSI-20 com quedas de quase 2%

BCP e Jerónimo Martins pressionam PSI-20 com quedas de quase 2%

A bolsa nacional seguiu o desempenho negativo das congéneres europeias, que foram pressionadas pelas declarações de Donald Trump e Jerome Powel.
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Nuno Carregueiro 13 de novembro de 2019 às 16:52

O PSI-20 fechou a cair 0,19% para 5.293,74 pontos, apesar de a maioria das cotadas ter fechado em alta. Entre as 18 cotadas do índice, 11 subiram seis desceram e uma ficou inalterada.

 

Com a queda de hoje a bolsa nacional anulou os ganhos da véspera, a acompanhar a evolução das congéneres europeias. O sentimento nos mercados esta quarta-feira é negativo, devido sobretudo à postura assumida por Donald Trump sobre as negociações comerciais. Por um lado, o presidente dos EUA disse que um acordo com a China poderá ser assinado em breve, por outro, deixou o alerta: se não houver acordo poderá haver uma nova ronda de tarifas comerciais.

A contribuir para as quedas das bolsas está ainda a violência em Hong Kong, o terceiro maior mercado do mundo, que tem pressionado a negociação bolsista no resto do mundo. Bem como as declarações do presidente da Fed, que reiterou os sinais dados na última reunião em que baixou os juros pela terceira vez: o nível atual é apropriado e assim vai manter-se, exceto se a economia piorar ainda mais.

 

A política em Espanha é outro fator de pressão nas bolsas, devido ao acordo para uma coligação governamental entre o PSOE e o Unidas Podemos, um partido que não é considerado "amigo dos mercados".

 

JM e BCP pressionam 

As cotadas do setor do retalho destacaram-se nas perdas, com a Jerónimo Martins a desvalorizar 1,75% para 15,15 euros e a Sonae a descer 0,27% para 0,9375 euros antes de apresentar resultados. Segundo a média das estimativas dos analistas, a empresa liderada por Cláudia Azevedo deverá anunciar hoje que alcançou 85 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, um valor que representa uma queda de 19% face ao mesmo período de 2018.

 

Ainda a pressionar o índice português, o Banco Comercial Português desceu 1,87% para 0,21 euros. Foi já terceira sessão seguida de perdas para o banco liderado por Miguel Maya, que está a corrigir parte dos ganhos que obteve quando apresentou resultados trimestrais.

 

Do lado dos ganhos estiveram em evidência cotadas que foram alvo de notas de research positivas.

 

A Corticeira Amorim valorizou 1,2% para 10,08 euros no dia em que o BBVA iniciou a cobertura das ações da cotada com a recomendação de "outperform" e um preço-alvo de 12,20 euros, que tem implícito um potencial de subida acima de 20%.

 

A EDP somou 0,81% para 3,761 euros depois de o Exane BNP Paribas ter elevado a recomendação para as ações da EDP de 'neutral' para 'outperform' e o preço-alvo em quase 26%, para 4,40 euros.

  

Ainda na energia a REN subiu 1,27% para 2,78 euros, cotação que corresponde a um novo máximo desde maio de 2017. Já a Galp Energia somou 0,07% para 15,06 euros.

 

No setor da pasta e papel a tendência foi distinta. A Navigator ganhou 0,96% para 3,576 euros e a Altri desvalorizou 0,75% para 5,96 euros.  




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