Bolsa BCP foi o banco que mais subiu na Europa ao avançar mais de 2%

BCP foi o banco que mais subiu na Europa ao avançar mais de 2%

O BCP fechou a sessão a subir mais de 2%, tendo voltado a tocar em máximos de 2011. O banco português foi o que mais subiu entre os principais congéneres europeus e prepara-se para fechar o ano com o segundo maior ganho da Europa.
BCP foi o banco que mais subiu na Europa ao avançar mais de 2%

As acções do BCP subiram 2,34% para 17,5 cêntimos, tendo chegado a subir mais de 3% para 17,76 cêntimos, o que corresponde a uma novo máximo de 2 de Agosto de 2011. O banco liderado por Nuno Amado continua assim a acumular valor, avançando 133% desde o início do ano, sendo este o maior ganho anual desde que o banco está cotado em bolsa. Esta é a segunda subida mais acentuada na bolsa nacional, só superada pela Mota-Engil, que segue com um ganho anual de 178%.

 

O BCP continua a recuperar parte das perdas acumuladas nos últimos anos, beneficiando recentemente de notas de análise em que as casas de investimento têm revisto em alta suas avaliações do banco liderado por Nuno Amado. O BBVA elevou o preço-alvo do BCP de 15 para 19 cêntimos e a Fidentiis, que aumentou a avaliação de 8,5 para 18,5 cêntimos por acção.

 

"Tem havido uma diminuição da percepção de risco do país e as revisões em alta de ‘price targets’ e recomendações no BCP chamaram a atenção dos investidores, que se sentem mais confiantes em valorizações futuras da acção e daí entrarem", disse, na segunda-feira, 23 de Dezembro, à Reuters João Cabeçana, analista do Banco BIG.

 

O mesmo responsável adiantou que "o BCP, entre os três maiores bancos cotados, é aquele que tinha sido mais penalizado nos últimos dois anos devido ao processo de recapitalização", que está resolvido, assim como tem em curso uma reestruturação e deverá voltar aos lucros em 2014.

 

De facto, o BCP não acompanhou a recuperação verificada já em 2012 pelo BPI, que foi a cotada nacional que mais subiu no ano passado, e pelo BES. Em 2013 está a distanciar-se. E não é apenas na bolsa nacional.

 

Entre os principais bancos europeus, o BCP é o segundo que mais sobe desde o início do ano, sendo apenas superado pelo Bankinter, que acumula um ganho de 145% em 2013. Já o índice europeu para a banca, que agrega 47 membros, está a acumular uma subida de 17,6%.

 

E a subida das acções tem sido acompanhada por uma liquidez elevada. Apesar de nesta sessão de terça-feira os títulos negociados serem relativamente baixos, devido à ausência de muitos investidores por causa das comemorações natalícias, ainda na segunda-feira trocaram de mãos 290 milhões de títulos do BCP, o que compara com os 113 milhões transaccionados em média por dia nos últimos seis meses.

 

BPI e BES acompanham mas ganhos são mais moderados

 

O BCP não está sozinho neste comportamento, ainda que se distancie dos seus pares.

 

O BES também está a acumular um ganho de 19,3% desde o início do ano, o que deverá corresponder à maior subida do banco liderado por Ricardo Salgado desde 2006, ano em que as acções avançaram mais de 26%. Ainda assim, este é o segundo ano consecutivo de ganhos para o BES, depois de ter subido 9,90% em 2012.

 

Já nesta terça-feira, o BES fechou estável nos 1,068 euros.

 

O BPI terminou o dia a cair 0,56% para 1,253 euros, acumulando ainda assim uma subida de 32,8% em 2013, depois de no ano passado ter duplicado de valor. O BPI regista assim o segundo ano consecutivo de ganhos, o que já não acontecia há seis anos.

 

O ano 2013 aproxima-se do fim e os investidores institucionais, nomeadamente, fundos de investimento, fazem ajustes nas suas carteiras.

 

No caso português, a economia nacional tem vindo a registar melhorias na percepção, dado que vários agentes internacionais, incluindo os constituintes da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), reconhecem os sinais de recuperação.

 

Da mesma forma, o facto de o Tribunal Constitucional ter chumbado a medida de convergência de pensões da Caixa Geral de Aposentações, que tendo em consideração a introdução da CES, representava 388 milhões de euros no Orçamento do Estado para 2014, não levou a uma forte tensão no mercado de dívida, o que poderá justificar o alívio dos bancos. O sector financeiro é um dos mais intimamente conectados com a evolução da economia.




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