Bolsa BCP pressiona PSI-20 e ofusca máximos da Jerónimo Martins

BCP pressiona PSI-20 e ofusca máximos da Jerónimo Martins

A boa prestação da retalhista não foi suficiente para manter a bolsa nacional em território positivo, uma vez que a grande queda do BCP travou o PSI-20. Lá fora, a reunião da Fed e o preço do petróleo continuam em foco.
BCP pressiona PSI-20 e ofusca máximos da Jerónimo Martins
Tiago Sousa Dias
Gonçalo Almeida 17 de setembro de 2019 às 16:45
O índice PSI-20 fechou o dia a cair 0,3% para os 5.056,37 pontos, numa altura em que a reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA e também das alterações no preço do petróleo centram a atenção dos investidores. 

Hoje, começou a reunião da Fed, que apenas terminará amanhã, com um discurso do seu presidente Jerome Powell. Espera-se que o banco central dos EUA decida cortar a taxa de juro diretora - seguindo a política de outros bancos centrais - para um intervalo de 1,75% e 2%, o que representaria um corte de 25 pontos base. 

Também a centrar a atenção de quem investe está a reação do preço do petróleo. Depois da Arábia Saudita ter dito que deverá levar apenas duas a três semanas a normalizar a produção, o Brent, que negoceia em Londres e serve de referência às importações portuguesas, deslizou um máximo de 6,58% para 64,48 dólares. O WTI, transacionado em Nova Iorque, afunda 5,56% para 59,4 dólares.

Em Lisboa, o destaque vai mesmo para o BCP que perde 3,97% para os 0,205 euros por ação, "reagindo em baixa à notícia de que o BCE vai analisar a auditoria interna do BCP quanto à contratação de João Conceição, ex-assessor de Manuel Pinho. Se este caso for reaberto, o nome do BCP pode ficar 'manchado'", realça Carla Maia Santos, trader da XTB, num comentário enviado ao Negócios. 

O maior banco privado português acompanha também o setor da banca na Europa que perde 2%, liderando as perdas diárias entre os maiores setores na região. 

Ainda do lado das quedas está a retalhista Sonae, que afunda 2,88% para os 0,875 euros.
 
Em contra-mão está a sua rival do retalho Jerónimo Martins, que hoje renovou máximos de março de 2018 ao valorizar 2,55% para os 16,11 euros por ação e mantém assim o seu movimento ascendente desde o final do ano passado. Em 2019, a retalhista já valorizou 55,85%. 

No mercado de dívida, as taxas de juro portuguesas a 10 anos sobem 4,2 pontos base para os 0,304%.



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