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BCP afunda mais de 4% para mínimos de Fevereiro de 1997; PSI20 desce

A Bolsa nacional negociava em queda, com o PSI20 a regredir 1,33% e apenas a Semapa acrescentava valor. A descida dos bancos na Europa arrastava o Banco Comercial Português para o valor mais baixo dos últimos cinco anos.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 07 de Outubro de 2002 às 09:50
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A Bolsa nacional negociava em queda, com o PSI20 a regredir 1,33% e apenas a Semapa acrescentava valor. A descida dos bancos na Europa arrastava o Banco Comercial Português (BCP) que desvalorizava 4,17% para o valor mais baixo dos últimos cinco anos.

O PSI20 [PSI20] cotava em 5.164,19 pontos, com 11 acções em queda, oito inalteradas e apenas a Semapa [SEMA] a destoar com um crescimento de 1,21% nos 3,34 euros.

Na sexta-feira, a Semapa anunciou que se comprometeu a adquirir a posição da FLSHH, detida pelos dinamarqueses Hoojaard Holding e a FLS Industries, na Secil por 304 milhões de euros e que representa 41,06% do capital daquela cimenteira.

No sector da banca, o Banco Comercial Português (BCP) [BCP] perdia 4,17% para 2,07 euros, mínimo de 1997, seguidos pelo BPI [BPIN] e pelo Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] que desvalorizavam 1,01% e 0,87%, respectivamente.

A Brisa [BRISA] descia 0,97% com cada acção a ser negociada a 5,10 euros, e a Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] com apenas 57 mil acções movimentadas, depreciava 1,95% nos 1,51 euros. A eléctrica anunciou na sexta-feira ter concluído a aquisição de 45% do capital da Affinis à PROCME, por 13,5 milhões de euros.

No sector das telecomunicações, a Portugal Telecom (PT) [PTC] caía 0,39% nos 5,05 euros, a Vodafone Telecel [TLE] descia 0,14% em 7,24 euros, e a SonaeCom [SNC] desvalorizava 0,8% a marcar 1,24 euros.

Sector da banca arrasta Bolsa europeias

No resto da Europa, as maiores Bolsas negociavam em queda, e o DJ Stoxx 50 caía pela terceira sessão consecutiva, resvalando 2,18% para 5.172,82 pontos. O segmento bancário era um dos mais penalizados.

Segundo um artigo do «Financial Times», citando a consultora financeira Oliver Wyman, os banco de investimento na Europa e nos Estados Unidos (EUA) deverão contabilizar perdas de investimento de 130 mil milhões de dólares (132 milhões de euros) no corrente ano.

Na Bolsa de Amsterdão, as desvalorizações de 1,8% do ING Groep e de 6,54% do ABN Amro, pressionavam o AEX para uma queda de 2,85% a marcar 297,17 pontos.

O CAC 40 [CAC] de Paris descia 2,15% nos 2.706,52 pontos, com a Société Générale a decrescer 5,5% nos 38,93 euros, seguida pelos papéis da Vivendi Universal e da ST Microelectronics que desvalorizam ambos 4,4%.

Em Frankfurt, o DAX [DAX] depreciava 2,99% em 2.633,37 pontos e o Deutsche Bank caía 4,4% para os 39,92 euros, enquanto os rivais Commerzbank e Hypovereinsbank afundavam ambos mais de 7%.

O FTSE 100 [UKX] londrino recuava 1,71% para 3.748,50 pontos, com o banco HBOS a decrescer 4,2% para as 5,76 libras (9,19 euros), seguido pelo grupo de telecomunicações Vodafone que descia 3,6% a marcar 0,87 libras (1,21 euros).

Em Espanha, o IBEX 35 [IBEX] depreciava 1,71% a cotar em 5.404,90 pontos. Os dois maiores bancos locais Santander Central Hispano (SCH) e Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) desvalorizavam 2% para os 5 euros e 2,1% para os 7,36 euros, respectivamente.

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