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BCP cai 4,88% e condiciona queda da bolsa portuguesa (act.)

A bolsa portuguesa encerrou hoje a cair, com as desvalorizações dos títulos do Banco Comercial Português (BCP) e da Portugal Telecom (PT) a ditarem a queda do PSI-20, que terminou a recuar 1,53%.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 21 de Abril de 2004 às 17:33
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A bolsa portuguesa encerrou hoje a cair, com as desvalorizações dos títulos do Banco Comercial Português (BCP) e da Portugal Telecom (PT) a ditarem a queda do PSI-20, que terminou a recuar 1,53%.

O PSI-20 [PSI20] encerrou nos 7.578,50 pontos, a cair 1,53%, com um título a apreciar – a Cimpor – oito inalterados e 11 a cair. O Espírito Santo Financial Group e a Vista Alegre atingiram hoje máximos, de pelo menos, 52 semanas.

O grupo financeiro liderado por Jardim Gonçalves foi hoje o maior contribuinte para a queda do principal índice português, ao fechar a recuar 4,88%, para 1,95 euros. Os títulos do BCP chegaram a cair 5,37% a meio da sessão, no primeiro dia de negociação após a divulgação dos resultados trimestrais do banco. O BCP anunciou ontem que os resultados líquidos do primeiro trimestre subiram 9,8% para os 104,9 milhões de euros. Analistas contactados pela «Reuters» aguardavam que o banco de Jardim Gonçalves apresentasse lucros entre 103 e 150 milhões de euros.

Hoje uma casa de investimento Goldman Sachs demonstrou-se «decepcionada» com os resultados ontem apresentados pelo BCP, tendo reduzido as previsões de resultados para este ano e 2005. O banco de investimento considera que o BCP transacciona com um prémio de 47% face ao sector.

Também o ABN Amro baixou hoje a recomendação para o BCP de «reduzir» para «vender».

No entanto, as recomendações deste banco de investimento acabaram por penalizar as outras instituições financeiras portuguesas cotadas, já que o ABN Amro considera que a banca nacional está a negociar com um prémio de 20% face aos pares europeus, defendendo assim que a mesma «está demasiado cara».

O Banco BPI, que ontem realizou a sua assembleia geral e que hoje divulgou, após o fecho, os seus resultados trimestrais, caiu 1,84%, para 3,20 euros. O banco registou resultados líquidos de 48,5 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 25%, superando as previsões mais optimistas dos analistas. O ROE subiu para 15,4%.

Os títulos do Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] caíram 0,43%, para 13,94 euros, enquanto o Espírito Santo Financial Group, ‘holding’ que agrega as participações da área financeira do grupo liderado por Ricardo Salgado, avançou para um valor máximo de 17,35 euros, não atingido desde Novembro de 2002, valor em terminou, a subir 2,36%.

A Portugal Telecom (PT) [PTC] encerrou nos 9,19 euros, a cair 0,97%, enquanto a sua participada PT Multimédia ficou nos 18,81 euros, a recuar 0,74%.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] encerrou inalterada, um dia depois de João Talone, presidente-executivo da companhia ter rejeitado todas as recomendações da Autoridade da Concorrência e do ministro da Economia ter defendido que espera que o arranque efectivo do Mercado Ibérico de Electricidade (Mibel) aconteça, o mais tardar, até ao dia 1 de Julho.

As declarações de Carlos Tavares foram proferidas ontem na cerimónia que marcou o arranque do Operador do Mercado Ibérico de Energia, que começou hoje a funcionar em regime de testes.

Hoje foi igualmente conhecido que sete empresas nacionais podem ser admitidas no Dow Jones Sustainability Index, ainda este ano, de acordo com Erik van Dam, «partner» da consultora holandesa Triple Value, numa intervenção no I Fórum Internacional Brisa para o desenvolvimento sustentável.

Por enquanto, a Brisa [BRISA] é a única empresa portuguesa cotada no Dow Jones SI. A maior concessionária de auto-estradas portuguesa terminou a sessão a desvalorizar 1,95%, para 5,54 euros.

A Portucel – Empresa Produtora de Pasta e Papel [PTCL], que anunciou hoje que vai pagar o dividendo bruto de três cêntimos de euros por acção, referente ao exercício de 2003, a partir do dia 6 de Maio, fechou inalterada, nos 1,54 euros.

Na construção, a Mota-Engil [EGL] caiu 2,22%, para 1,76 euros, no dia em que António Mota, presidente do grupo afirmou que «a concentração e a especialização, encaradas na perspectiva do mercado ibérico, são as únicas alternativas para o desenvolvimento das construtoras portuguesas».

Ainda no sector, a Teixeira Duarte [TXDE], que ontem chegou a subir 20,79% no meio da sessão, caiu hoje 0,87%, para 1,14 euros, enquanto a Soares da Costa [SCO] terminou nos 3,06 euros, a depreciar 4,38%.

A cimenteira Cimpor [CIMP] manteve a tendência de subida já registada ontem, sessão em que atingiu um novo máximo, desde Novembro de 2002, de 4,43 euros, terminando o dia de hoje em valores de 4,40 euros, a valorizar 0,92%, sendo o único título do PSI-20 que ficou em terreno positivo. O empresário madeirense Joe Berardo adquiriu recentemente, através da Metalgest, cerca de 9% do capital da Cimpor à Semapa, com um encaixe para esta última de 251 milhões de euros. Passou igualmente a controlar 5,68% do capital da construtora Teixeira Duarte.

A Efacec, que desde Novembro de 2003 aumentou o seu valor em bolsa em 185%, conforme noticiou hoje o Jornal de Negócios, caiu 4,86%, para 2,35 euros, depois de ontem ter atingido um novo máximo desde Novembro de 2001, de 2,52 euros.

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