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BCP corrige de ganhos recentes e pressiona bolsa

A bolsa nacional deslizava pressionada pelo Banco Comercial Português (BCP), que corrigia da valorização da semana passada, e pela Energias de Portugal (EDP). O PSI-20 caía 0,64% com o BES a travar perdas maiores e com a Corticeira Amorim disparar mais de

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 10 de Janeiro de 2005 às 13:03
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A bolsa nacional deslizava pressionada pelo Banco Comercial Português (BCP), que corrigia da valorização da semana passada, e pela Energias de Portugal (EDP). O PSI-20 caía 0,64% com o BES a travar perdas maiores e com a Corticeira Amorim disparar mais de 6%.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 7.736,73 pontos [psi20] com seis acções a subir, 13 a somar e uma inalterada numa sessão em que as restantes praças europeias seguiam em queda, penalizadas pelas descidas dos títulos de telecomunicações.

O operador Francisco Guarmon, da Probolsa, destacou «pela positiva» a subida superior a 6% da Corticeira Amorim e o facto de já ter negociado cerca de um milhão de acções quando a sua média de títulos transaccionados, durante 2004, foi de 87 mil. Salientou, «pela negativa» a Reditus [red] que perde há quatro dias consecutivos.

No entanto, o título responsável pela tendência do índice era o BCP [bcp] que, ao corrigir das valorizações da semana passada, caía 1,96% para os 2 euros. As acções do banco de Jardim Gonçalves acumularam uma série de quatro semanas de ganhos, beneficiando dos vários desinvestimentos efectuados, bem como pela entrada de investidores estrangeiros.

A restante banca seguia com o Banco Espírito Santo (BES) [bsnn] a evitar perdas maiores com uma valorização de 0,15% para 13,30 euros e com o Banco BPI [bpin] a deslizar 0,33% para 3,02 euros.

Em 2004, a banca voltou a centrar as suas preocupações na redução de efectivos – saíram cerca de 1900 funcionários em quatro instituições. Só no maior grupo bancário privado, o Millennium bcp, a redução atingiu cerca de mil trabalhadores afectos à actividade bancária, segundo noticiou hoje o «Diário de Notícias».

A Energias de Portugal (EDP) [edp] também pressionava com uma queda de 0,87% para 2,27 euros. A eléctrica assinou um contrato de «outsourcing» no valor de 510 milhões de euros, pelo prazo de 10 anos, com a LogicaCMG, no âmbito da venda de 60% do capital da Edinfor à empresa britânica

Para além disso, a EDP divulgou a sua nova estrutura accionista, que sofreu alterações na sequência do aumento de capital que a eléctrica realizou. Os accionistas com mais de 1% do capital da empresa, em conjunto, detêm 47% do capital da EDP, mais do que o registado antes da operação.

A Portugal Telecom [ptc] perdia 0,55% para 9,09 euros e a PT Multimédia [ptm] caía 0,21% para 19,05 euros. A Morgan Stanley diz que a Standard & Poor’s (S&P) tem margem para rever em alta a classificação da dívida da PT, com base na análise do rácio da dívida líquida sobre o EBITDA.

A Morgan Stanley reviu em baixa a recomendação para o sector das operadoras telefónicas de «atractivo» para «em linha», justificando com a valorização de 14,1% conseguida pelo sector desde Junho de 2004.

Neste estudo, a operadora de telecomunicações portuguesa aparece com uma recomendação de «underweight», equivalente a uma sugestão de venda.

Em relação à sua participada, as previsões do Millennium bcp investimento para o EBITDA da Lusomundo Media – controlada pela PTM [ptm]– são mais conservadoras do que as estimativas da própria empresa para 2005, mas o banco considera que «poderá haver alguma margem para revisões em alta».

A Sonae SGPS [son] escorregava 1,795 para 1,10 euros, a Sonae Indústria [sona] perdia 0,40% para 4,95 euros e a Sonaecom [snc] escorregava 0,26% para 3,86 euros.

A Brisa [brisa] subia 0,15% para os 6,71 euros, depois de ter concretizado a aquisição de uma posição indirecta de 10% no capital da Auto-Estradas do Atlântico, por 19,5 milhões de euros, passando a ter o direito de eleger um administrador executivo para a sua concorrente. O BPI saiu do capital da empresa com uma mais-valia de 17 milhões de euros.

A Corticeira Amorim subia 6,6% para 1,13 euros, com cerca de um milhão de acções negociadas. A ParaRede [para] também subia 2,70% para 0,38 euros.

A Jerónimo Martins [jmar] também somava 0,5% para 10,10 euros, depois de ter atingido o máximo desde Janeiro de 2001 nos 10,25 euros.

A empresa anuncia hoje as vendas referentes ao ano passado. Para Francisco Guarmon, «depois de ultrapassar a barreira dos 10 euros, esta empresa ainda poderá dar mais surpresas agradáveis».

A Reditus [red] caía 7,86% para 3,75 euros, depois de ter registado a maior subida em 2004 das empresas cotadas nacionais, com uma valorização anual de 204%.

Fora do PSI-20, a Orey Antunes [orey] continua a renovar máximos históricos, tendo hoje atingido o recorde nos 5,62 euros após uma valorização máxima de 19,57%.

As acções desta empresa sobem mais de 10% há três sessões e seguiam a ganhar 12,77% para 5,30 euros. A Mota-Engil [egl] também atingiu novo recorde de Abril de 1998 nos 2,22 euros, seguindo agora inalterada nos 2,21 euros.

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