Bolsa BCP desvalorizou 11% nas últimas três sessões

BCP desvalorizou 11% nas últimas três sessões

O BCP acumulou uma desvalorização de quase 11% nos três dias consecutivos a negociar em queda. O fim da especulação sobre a eventual entrada de Isabel dos Santos no capital da instituição está a penalizar o título.
BCP desvalorizou 11% nas últimas três sessões
Bruno Simão/Negócios
David Santiago 19 de abril de 2016 às 16:55

O BCP encerrou a sessão bolsista desta terça-feira, 19 de Abril, a perder 3,7% para 0,034 euros, no terceiro dia consecutivo em que o banco liderado por Nuno Amado transaccionou em terreno negativo. Neste período, o BCP acumulou perdas de 10,97%.

 

Isto depois de na sexta-feira da semana passada ter recuado 2,13%, interrompendo assim uma série de cinco sessões consecutivas a valorizar, com o BCP a perder 5,52% na primeira sessão desta semana. Assim, após na semana passada ter acumulado uma subida de 13,26%, a tendência de perdas continuou esta terça-feira, numa sessão em que o título chegou a recuar 5,5%.

 

Ao longo da sessão trocaram de mãos praticamente 328 milhões de títulos accionistas do maior banco comercial privado português, valor que compara com a média diária dos últimos seis meses que é de cerca de 314,4 milhões de acções. Desde o início do ano, a instituição liderada por Nuno Amado já perdeu mais de 30,84% do seu valor em bolsa.

Depois de a queda registada na sexta-feira passada se ter devido essencialmente ao ajustar face aos ganhos acumulados nas sessões anteriores, o anúncio, feito este fim-de-semana, do fracasso nas negociações entre a empresária angolana Isabel dos Santos e os espanhóis do CaixaBank estará a penalizar os títulos do BCP.

 

Mas se as conversações entre Isabel dos Santos e o CaixaBank diziam respeito a uma tentativa de resolução do problema relacionado com a excessiva exposição do BPI ao mercado angolano, a ruptura negocial também parece estar a penalizar o BCP, isto porque ao não se "libertar" da sua ligação ao BPI perde força a especulação em torno da possibilidade de a filha do presidente de Angola entrar no capital do banco liderado por Nuno Amado.

 

"Os investidores acreditavam que após a resolução da estrutura accionista do BPI poderia existir espaço e agenda para um cenário de ‘fusões & aquisições’ no sector bancário português e que envolvesse o Millennium-BCP", considera João Queiroz, responsável pela sala de mercados da GoBulling. E acrescenta que "poderia ter alguma lógica reconfigurar a actual participação da Sonangol".




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