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BCP dispara 8% e atira PSI-20 para cima dos 10 mil pontos (act.)

A bolsa nacional fechou a negociar acima dos 10 mil pontos pela primeira vez desde Abril de 2001, impulsionada principalmente pelo Banco Comercial Português que disparou mais de 8% perante rumores de uma contra OPA do BPI. O PSI-20 subiu 2,10%, registando

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 15 de Março de 2006 às 17:18
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A bolsa nacional fechou a negociar acima dos 10 mil pontos pela primeira vez desde Abril de 2001, impulsionada principalmente pelo Banco Comercial Português que disparou mais de 8% perante rumores de uma contra OPA do BPI. O PSI-20 subiu 2,10%, registando o maior ganho e a liquidez mais elevada desde a OPA sobre a PT.

O principal índice da bolsa nacional cotou nos 10.145,23 pontos com cinco acções a subir, quatro em queda e uma inalterada numa sessão em que foram negociados mais de 600 milhões de euros. Os máximos voltaram a marcar a sessão com a Corticeira Amorim, a Energias de Portugal, a Cimpor, a Jerónimo Martins, a Portugal Telecom, a SAG, o Banco Popular e o Banco Comercial Português a tocarem recordes.

O Banco Comercial Português [bcp] subiu 8,27% para os 2,75 euros mas chegou a disparar um máximo de 10,24% para níveis mais elevados desde para os 10,24 euros, o que representa o valor mais elevado desde Julho de 2002.

Depois do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto ter apresentado uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) ao Banco BPI, hoje o mercado especula essencialmente em relação a uma contra OPA que estará a ser preparada pelo BPI.

Vários analistas contactados justificam esta subida com a especulação de uma contra OPA do BPI e rumores de que possam haver bancos estrangeiros também interessados.

«O que corre no mercado é que o BPI estaria a preparar uma OPA ao BCP e que o Itaú e o La Caixa já teriam aprovado a realização de um aumento de capital para financiar a operação», explicou um operador que não quis ser identificado ao Jornal de Negócios Online.

«Existe a possibilidade forte de poder haver uma contra-OPA. A valorização do BCP não é normal, nomeadamente quando subiu mais de 4% depois de ter anunciado que poderia ter que fazer um aumento de capital para financiar a OPA sobre o Banco BPI. A subida das acções do BCP indicia que além de comprador o banco presidido por Paulo Teixeira Pinto pode também vir a ser alvo do BPI ou de um qualquer banco estrangeiro», disse Luís Duarte, operador do CaixaBI.

Haverá «bancos estrangeiros» interessados em «lançar uma OPA sobre o BPI» e o nomes apontados são o Deutsche Bank e o BBVA, afirmou Pedro Bastos, operador da Título.

O Jornal de Negócios apurou, após o fecho do mercado que a administração do BPI vai pronunciar-se hoje qualificando a OPA do BCP como hostil. O núcleo duro de accionistas, que representa 49% do capital do BPI, está unido na estratégia de defesa contra a OPA.

Este será o conteúdo essencial da comunicação que o BPI se prepara para fazer, e que quebra o silêncio dos últimos dias.

A instituição presidida por Fernando Ulrich fechou a cair 2,05% para os 5,74 euros enquanto o Banco Espírito Santo [besnn] subiu 0,13% para os 15,12 euros.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] contribuiu para a tendência da bolsa nacional com uma subida de 2,37% para os 3,02 euros. A eléctrica tocou os três euros pela primeira vez desde 2001 animada por perspectivas de consolidação no sector, impulsionadas por este contexto de lançamento de OPA em Portugal.

A Portugal Telecom (PT) [ptc] também impulsionou com uma ganho de 0,40% para os 10,07 euros e também renovou máximos nos 10,10 euros.

Ontem ao final do dia, o presidente da SAG e dono da AR Telecom enviou um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em que confirmava que estava «efectivamente a manter conversações com investidores nacionais e estrangeiros no sentido de estudar a viabilidade e de preparar, eventualmente, uma oferta concorrente» sobre o Grupo Portugal Telecom.

Para além do BPI travaram maiores ganhos a Brisa e a PT Multimédia [ptm] com quedas de 0,77% para os 7,75 euros e de 0,29% para os 10,41 euros, respectivamente.

SAG dispara mais de 8% após proposta de dividendo

Fora do PSI-20, destaque para as acções da SAG que apreciaram 5,71% para os 1,85 euros, depois de terem disparado mais de 8% para níveis mais elevados de Maio de 2002 nos 1,89 euros depois da empresa ter apresentado resultados positivos e que vai propor a distribuição de um dividendo total de 13,4 cêntimos por acção, correspondente a um dividendo «yield» de 7,9% por acção.

«O dividendo ‘yield’ que a SAG vai distribuir é muito atraente, algo que já é habitual na empresa só que este ano ainda é de dimensão superior à que estávamos à espera», explicou Luis Duarte, operador do CaixaBI, sublinhando que 7,9% confirma a ideia generalizada de que a SAg distribui bons dividendos ‘yields».

«Para além disso o dividendo ‘yield’ da SAG é muito acima da média», acrescentou o especialista.

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