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BCP e BES desvalorizam mais de 9% em semana negativa para o PSI-20

O índice da bolsa nacional perdeu 1,5% na última semana, com o forte peso dos bancos e dos seus aumentos de capital. A Galp Energia foi a empresa que mais subiu, terminando a sessão em máximos de 2012.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Junho de 2014 às 20:48
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O Banco Comercial Português e o Banco Espírito Santo foram as empresas do índice da bolsa portuguesa que mais caíram na última semana. Os aumentos de capital, no caso do BCP especulado e no caso do BES concluído, são os motivos para os desempenhos em bolsa, que penalizaram o PSI-20.

 

Apesar dos dois primeiros dias da semana positivos, o índice de referência da praça nacional recuou 1,48% na semana. Foi a primeira semana de quedas depois de três seguidas de valorizações.

 

Na Europa, numa altura em que Wall Street tem tocado em máximos históricos, a tendência foi mista, com o Stoxx Europe 600 a ceder uns ligeiros 0,07% no mesmo período.

 

O pacote de medidas de estímulo do Banco Central Europeu à economia da Zona Euro, na semana anterior, contribuiu para a queda dos juros associados à dívida dos países europeus mas não deu o mesmo impulso aos mercados accionistas. Aliás, a banca portuguesa, que normalmente beneficia das descidas dos juros, foi a mais caiu. 

 

Nem mesmo o anúncio de que os impostos diferidos poderiam ser convertidos em créditos fiscais, o que deixa os bancos em melhor posição para os testes de stress, animou o sector financeiro. O BCP afundou 11,03% para fechar a semana nos 18,06 cêntimos. Foram quatro dias negativos, numa altura em que se especula que possa estar para breve um aumento de capital que a Bloomberg diz ser na ordem dos 2 mil milhões de euros. A gestão diz que não está decidido

 

A concretizar-se, a operação será praticamente o dobro do aumento de capital de 1.045 milhões concluído esta semana pelo BES, com a procura a superar em 79% a oferta. As acções do banco liderado por Ricardo Salgado, acusado pelo contabilista da sociedade Espírito Santo International de saber das irregularidades aí detectadas, caíram 9,71% na semana para os 0,995 euros, mantendo-se, contudo, acima do valor a que foram vendidas no aumento de capital: 0,65 euros.

 

Menos mediática foi a operação de aumento de capital do BPI, concretizada através da troca de activos mobiliários por novas acções. O banco captou 103 milhões de euros, com acções a serem vendidas a 1,54 euros, um ligeiro desconto face ao mercado. Na semana, a quebra foi de 4,30% para 1,69 euros. O Banif, que já concluiu a sua operação de aumento de capital de 138,5 milhões de euros na semana passada, ficou inalterado nos 1,05 cêntimos.

 

Galp em máximos de dois anos impede maior deslize

 

A papeleira Portucel, que na segunda-feira pagou o dividendo de 0,28 euros, deslizou 7,89% na semana, estando entre os maiores tombos semanais do PSI-20. A Altri, da pasta e papel, somou 3,39% e terminou nos 2,35 euros.

 

A REN, cuja operação de privatização ficou concluída esta sexta-feira com a venda dos 11% do Estado a 2,68 euros, perdeu 1,98% na semana para 2,72 euros. Ainda na energia, a EDP ganhou 1,19% enquanto a Renováveis recuou 1,62%.

 

A Galp Energia foi o destaque positivo da semana, ao somar 3,98% para 13,455 euros. Chegou a tocar nos 13,55 euros na última semana, naquela que é a cotação mais elevada desde Março de 2012, isto numa altura de tensão no Iraque que tem puxado pelos preços do petróleo. 

 

Entre as grandes empresas nacionais, a Jerónimo Martins ganhou 1,94% e a Sonae 0,31%. Já a Portugal Telecom ficou-se por uma valorização de 0,25%, superada pelo avanço de 1,12% da Zon Optimus.

 

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