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BCP e Sonae arrastam Euronext Lisbon (act.)

A queda do BCP e da Sonae SGPS anularam os ganhos registados pela EDP e BPI, arrastando a bolsa nacional. O PSI-20 cedeu 0,23%, acompanhando o sentimento de queda das congéneres europeias, num dia em que se registou a liquidez mais baixa desde 12 de Setem

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Outubro de 2005 às 17:01

As quedas do BCP e da Sonae SGPS anularam os ganhos registados pela EDP e BPI, arrastando a bolsa nacional. O PSI-20 cedeu 0,23%, acompanhando o sentimento de queda das congéneres europeias, num dia em que se registou a liquidez mais baixa desde 12 de Setembro.

O PSI-20 [psi20] recuou para os 7.889,81 pontos, com nove acções em queda, dez a subir e uma inalterada. A liquidez das acções do índice foi a mais baixa desde 12 de Setembro, encerrando o dia com 88,06 milhões de euros transaccionados.

As congéneres europeias fecharam em queda, pressionadas pelo sector energético, devido à queda do petróleo, que hoje negoceia abaixo dos 58 dólares em Londres.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] desvalorizou 0,9% para os 2,21 euros e o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] cedeu 0,68% para os 13,05 euros. A contrariar esta tendência encerrou o Banco BPI [bpin] ao ganhar 0,55% para os 3,64 euros.

O Banco BPI anunciou ontem que os resultados líquidos dos primeiros nove meses deste ano aumentaram 15% para 158 milhões de euros, em linha com as estimativas.

A Sonae SGPS [son] depreciou 1,47% para os 1,34 euros, enquanto a sua subsidiária Sonaecom [snc] registou uma queda de 0,58% para os 3,41 euros.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] conseguiu encerrar a subir 0,43% para os 2,32 euros, depois de ter passado a maior parte do dia inalterada.

A Altri [altr] liderou os ganhos ao avançar 9,61% para os 2,51 euros, no dia em que voltou a renovar o máximo ao tocar nos 2,54 euros, depois do Millennium bcp ter revisto em alta o seu preço-alvo para 2006.

O banco de investimento aumentou o preço-alvo para as acções da Altri de 2,10 euros para este ano para 3,20 euros em 2006, incluindo o valor da recentemente adquirida Portucel Tejo, e reflectindo revisões em alta de previsões de resultados quer para a Celulose do Caima quer para a F Ramada. A recomendação é de «buy».

A Portugal Telecom (PT) [ptc] ganhou 0,13% para os 7,56 euros. A Standard & Poor’s baixou o «outlook» para a dívida da PT para «negativo», já que a alavancagem é elevada face à notação de «A-». A capacidade da PT para reduzir a dívida está muito dependente do desempenho operacional, da estabilização do défice do fundo de pensões e do controlo na remuneração aos accionistas e nas aquisições.

A Brisa [brisa] voltou a subir 0,15% para os 6,64 euros, a recuperar das quedas recentes, depois do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter admitido a introdução de SCUT, o que a acontecer será apenas em 2007.

O sector de «media» também evitou maiores perdas na bolsa, com a Cofina [cofi] a ganhar 1,59% para os 3,2 euros, a Media Capital [mcp] a subir 0,3% para os 6,7 euros e a Impresa [ipr] a subir 0,21% para os 4,86 euros.

A empresa liderada por Pinto Balsemão vai apresentar os resultados dos primeiros nove meses do ano na próxima segunda-feira após o fecho do mercado.

A partir de hoje, Miguel Pais do Amaral já pode vender 33% da Media Capital ao grupo espanhol Prisa. Completam-se os três meses acordados entre a Vertix, liderada por Pais do Amaral, e a Prisa, para o exercício do direito de preferência sobre a venda de 100% da empresa de Pais do Amaral, que controla praticamente 33% da Media Capital.

Com o exercício da opção de venda, a Prisa pagará a quantia de 189 milhões de euros, valor sujeito a ajustamento caso se verifiquem desvios nos montantes da dívida líquida da Vertix.

 

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