Bolsa BCP em máximos do mês em dia de assembleia-geral

BCP em máximos do mês em dia de assembleia-geral

Os títulos do banco liderado por Nuno Amado encerraram a segunda sessão de ganhos, à mesma hora que no Lagoas Park decorre a assembleia-geral de accionistas que poderá decidir a fusão de acções da instituição.
BCP em máximos do mês em dia de assembleia-geral
Bruno Simão/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 21 de abril de 2016 às 16:43

Os papéis do BCP encerraram esta quinta-feira, 21 de Abril, a segunda sessão de ganhos em Lisboa, ao arrepio das suas pares financeiras na praça portuguesa e em dia de reunião magna de accionistas do Millennium.

Os títulos do banco liderado por Nuno Amado fecharam o dia a valer 3,9 cêntimos de euro, com uma apreciação de 3,14%, a maior entre as 18 componentes do PSI-20, que terminou o dia a valorizar 0,56% para 5.100,12 pontos, em máximos do mês. Ao longo da sessão os títulos do BCP chegaram a ganhar quase 5%.


Até às 16:30 foram negociados 536,5 milhões de títulos (acima dos 319,2 milhões da média diária dos últimos seis meses), no dia em que decorre a assembleia geral do banco na qual está a ser apreciada a proposta para fusão de 193 acções num título apenas. À cotação desta quinta-feira, os futuros títulos do banco valeriam 7,56 euros


O actual valor unitário das acções, que atira o título para a categoria de "penny stock" ou "acção tostão", "penaliza a mensagem de banco líder e sociedade de referência para o investimento em Portugal", entende a instituição. Pelo que propõe a fusão de papéis. Os analistas acreditam que a fusão permitirá aumentar a visibilidade dos títulos junto de investidores institucionais.


A fusão vai permitir ao banco reduzir a volatilidade, uma vez que o baixo valor das acções tende a acentuar as oscilações, bem como permitir que "volte a entrar no radar de um conjunto de investidores institucionais", destaca um analista do sector.

"O principal objectivo [do ‘reverse stock split’] é tornar o BCP atractivo para o segmento de mercado de institucionais, que usam muitas vezes  um preço mínimo como critério de escolha de acções, como é o caso de fundos que não investem em "penny stocks", explica João Queiroz, responsável pela sala de mercados da GoBulling. Além disso, o "actual valor unitário das acções tende a transmitir uma percepção negativa", referia André Rodrigues, analista do CaixaBI, aquando do anúncio da fusão.

Em cima da mesa está ainda a proposta de terminar com o direito de preferência dos actuais accionistas nos futuros aumentos de capital no prazo máximo de três anos e num montante que não supere os 20% do actual capital social, uma forma de reforçar com a entrada de novos investidores.

Os outros títulos financeiros cotados no PSI 20 encerraram o dia no vermelho. O BPI caiu 1,46% para 1,079 euros e o Montepio Geral -0,17% para 0,57 euros.





pub

Marketing Automation certified by E-GOI