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BCP no vermelho ao segundo dia sem direitos. Banco encerrou a cair mais de 6%

O BCP contrariou esta quarta-feira a tendência de forte subida registada ontem. O banco liderado por Nuno Amado encerrou a cair 6,12% depois de chegar a recuar mais de 10%.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 02 de Julho de 2014 às 17:07
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O Banco Comercial Português (BCP) encerrou a sessão desta quarta-feira, 2 de Julho, a cair 6,12% para 13,2 cêntimos, numa sessão em que trocaram de mãos mais de 609 milhões de acções. A média diária dos últimos seis meses é de 305 milhões. 

 

Durante toda a sessão desta quarta-feira, os títulos do banco estiveram sempre no vermelho e chegaram mesmo a recuar 10,83% para 12,54 cêntimos.

 

Esta foi a segunda sessão em que os títulos do BCP negociaram sem os direitos de subscrição de novas acções no aumento de capital. O BCP anunciou na passada terça-feira que iria realizar um aumento de capital de 2.225 milhões de euros. Se os rumores desta operação provocaram uma forte queda nos títulos, após a sua confirmação as acções disparam.

 

A cada acção que os accionistas do BCP tivessem em carteira até ao fecho da sessão de segunda-feira, 30 de Junho, era atribuído um direito. Cada direito possibilita a subscrição de 1,75 novas acções do BCP no aumento de capital. Os direitos de subscrição do aumento de capital vão ser negociados em bolsa entre 4 e 14 de Julho.

 

Esta quarta-feira, o Negócios escreve que os analistas atribuíram a subida do BCP em bolsa à transferência de investimento do BES para um banco que oferece uma "história de reestruturação"."O BCP está a beneficiar da transferência de fluxos na banca nacional, com os investidores estrangeiros a fugir da incerteza que se vive no BES e a comprar a história de reestruturação do BCP", diz Steven Santos, gestor da XTB.

 

"Podemos, de facto, estar a assistir alguma transferência de interesse do BES para o BCP, tendo em conta que as incertezas em torno do primeiro parecem poder manter-se por algum tempo", nota Albino Oliveira, analista da Fincor. "O BCP continua a ser uma história de reestruturação, o que poderá continuar a chamar a atenção dos investidores", diz Albino Oliveira.  

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