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BCP perde gás no final da sessão mas consegue ganhar 0,1 cêntimos

O dia foi positivo para o BCP depois de se saber que as negociações com a Fosun prosseguem e que o reagrupamento de acções avança no próximo mês. Mas a valorização no fecho foi inferior à do PSI-20 e à do início da sessão.

Bruno Simão
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As acções do Banco Comercial Português somaram terreno esta quarta-feira. Mas fecharam a valer menos do que a cotação em que tocaram durante a sessão. O dia foi marcado pelos comunicados da administração sobre a fusão de acções e as negociações com a Fosun.

 

1,51 cêntimos. Foi este o valor no fim da sessão na Bolsa de Lisboa de cada título do banco liderado por Nuno Amado (na foto). O número representa uma subida de 0,1 cêntimos, ou 0,67%, em relação ao fecho do dia anterior.

 

Durante a sessão, no entanto, as valorizações foram mais expressivas: o banco começou a ganhar 2,67% e esteve mesmo a somar 4,67%, quando tocou nos 1,57 cêntimos. O BCP marcou uma valorização inferior à do índice de referência da bolsa nacional, o PSI-20, que ganhou 0,92%, sobretudo à boleia da Galp Energia.

 

O banco consegue, mesmo assim, afastar-se do mínimo histórico experienciado na semana passada, quando cada acção esteve a valer uns inéditos 1,42 cêntimos.

Na sessão, foram negociados 169 milhões de títulos da instituição financeira, o que é menos de metade dos transaccionados no dia anterior.

 

O que se passou hoje?

 

O BCP vai avançar com o reagrupamento de acções, decidiu a administração do banco esta terça-feira. Tendo em conta os termos da operação já aprovados pelos accionistas em Abril, serão fundidos 75 títulos num só. Considerando o valor de fecho de terça-feira (0,015 euros), antes de ter sido anunciada a operação, a cotação das acções passaria para 1,1275 euros.

 

Os analistas do Haitong salientam que a operação de fusão das acções é "neutral", já que se trata de "um ajuste técnico", não tendo por isso "qualquer impacto na avaliação da empresa". O banco de investimento avalia o BCP em 1,50 euros por acção tendo em conta esta operação. 

 

A fusão das acções terá efeitos a partir de 24 de Outubro, com os accionistas a terem "até ao dia 21 de Outubro" para reorganizarem as suas carteiras de forma a terem um número total de acções "que seja múltiplo de 75, tendo em vista o reagrupamento", explicou esta quarta-feira, 28 de Setembro, o BCP em comunicado.


Este passo é determinante para o futuro do banco, já que encerra mais uma das exigências apresentadas pela Fosun para entrar no capital do BCP.

 

A Fosun, quando anunciou o interesse de entrar no capital do BCP apresentou várias exigências, entre as quais o aumento do limite de votos de 20% para 30%, a fusão das acções do banco e a aprovação dos reguladores. 

O conselho de administração já anunciou mesmo que vai avançar com as negociações exclusivas com os chineses da Fosun, depois de ter sido dado este passo do reagrupamento das acções.  

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