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BCP, PT e EDP levam bolsa a contrariar ganhos europeus

A bolsa nacional contrariava a tendência positiva das congéneres europeias pressionada pelo Banco Comercial Português, pela Portugal Telecom e pela Energias de Portugal. O PSI-20 deslizava 0,07% com a Cimpor, que renovou hoje máximos de 2001, a travar per

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 17 de Março de 2006 às 10:20
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A bolsa nacional contrariava a tendência positiva das congéneres europeias pressionada pelo Banco Comercial Português, pela Portugal Telecom e pela Energias de Portugal. O PSI-20 deslizava 0,07% com a Cimpor, que renovou hoje máximos de 2001, a travar perdas maiores depois de ontem ter apresentado resultados acima das expectativas.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 10.069,61 pontos com oito acções em queda, seis a subir e as restantes inalteradas numa sessão em que já quatro empresas tocaram novos máximos: Cimpor, Banco Popular, Media Capital e Ibersol.

Depois de ter registado perdas superiores a 3% na sessão de ontem, o Banco Comercial Português [bcp] voltava hoje a pressionar com uma queda de 0,37% para os 2,66 euros. A instituição presidida por Paulo Teixeira Pinto já caiu mais de 2% esta manhã, e só regista perdas desde que a administração do BPI classificou a OPA do BCP de hostil.

O Banco Santander recomendou ontem «reduzir» a exposição aos títulos do BCP depois de ouvir as previsões da instituição para os números resultantes da fusão com o BPI.

Para o banco espanhol, o plano desenhado por Teixeira Pinto na «conference call» com analistas é demasiado ambicioso e optimista.

O banco presidido por Fernando Ulrich seguia, por outro lado, com ganhos de 0,18% para os 5,71 euros enquanto o Banco Espírito Santo [besnn] ganhava 0,53% para os 15,08 euros.

A Portugal Telecom [ptc] também deslizava 0,10% para os 10,07 euros enquanto a sua participada PT Multimédia [ptm] caía 0,67% para os 10,41 euros.

Do lado dos ganhos, destaque para as acções da Cimpor [cimp] que valorizavam 0,93% para os 5,42 euros. A cimenteira chegou a somar 1,86% para máximos de 2001, nos 5,47 euros depois de ontem ter anunciado lucros acima das expectativas.

A Cimpor encerrou o exercício de 2005 com lucros consolidados de 266,2 milhões de euros, mais 3,9% que no ano anterior e acima das estimativas dos analistas que previam para a Cimpor lucros entre 236 e 246 milhões de euros.

A Media Capital também renovou o máximo histórico nos 8,10 euros com um ganho de 0,25%.

A Brisa, que subia 0,13% para os 7,73 euros, teve uma quebra de 4,8% no tráfego médio diário (TMD) ocorrido na sua rede de auto-estradas em 2005, em comparação com os dados do ano precedente, perdendo 1.134 veículos diários devido ao ambiente generalizado de recessão económica e ao aumento acentuado do preço dos combustíveis no ano passado.

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