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BCP sobe 20% desde que definiu horizonte para a fusão das acções

Esta sexta-feira é o último dia em que as acções do BCP negoceiam antes da fusão dos títulos. Estão a subir mais de 1%, elevando para 20% a subida acumulada desde que o banco anunciou as datas de processo de "reverse stock split".

Bruno Simão
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Outubro de 2016 às 12:49
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As acções do BCP estão a subir 1,05% para 1,8 cêntimos, tendo já chegado a apreciar mais de 2,5% nesta sessão que é última antes da fusão dos títulos.

 

A partir de segunda-feira as acções do BCP sofrerão um ajuste técnico. Cada 75 acções passarão a representadas por apenas uma que, tendo em consideração a actual cotação, iniciará a sessão a valer 1,35 euros.

 

As acções do banco estão assim a acumular um ganho de 20% desde que o BCP anunciou as datas para a concretização da fusão das acções. O calendário foi divulgado no dia 28 de Setembro, antes da abertura da bolsa, com as acções do banco liderado por Nuno Amado a valerem na altura 1,5 cêntimos.

 

No dia 28 de Setembro, o BCP anunciou que ia mesmo concretizar a fusão das acções, revelando que a realização desta alteração terá efeitos "no dia 24 de Outubro de 2016", com os accionistas a terem "até ao dia 21 de Outubro" para reorganizarem as suas carteiras de forma a terem um número total de acções "que seja múltiplo de 75, tendo em vista o reagrupamento", adianta a mesma fonte.

Quem tiver lotes de acções que não perfaçam as 75 necessárias para ficar com uma, vai receber uma contrapartida de 0,0257 euros por acção em dinheiro, "valor este correspondente ao preço médio ponderado das acções representativas do capital social do banco no mercado regulamentado Euronext Lisbon nos seis meses imediatamente anteriores à data da presente deliberação e do anúncio que hoje dela é publicado", revelou então a mesma fonte.

 

Foi também no dia 28 de Setembro, depois de anunciar o calendário para esta operação que o BCP anunciou que ia dar prosseguimento às negociações exclusivas com a instituição chinesa.

Apesar da subida recente das acções, o BCP continua a acumular uma queda superior a 60% desde o início do ano e não tenderá a recuperar nos próximos tempos, até porque a Fosun acabou por colocar um travão na evolução dos títulos ao anunciar que estaria disponível para investir no banco através de um aumento de capital reservado, cujo preço por acção não superasse os 2,0 cêntimos.

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