Bolsa BCP tomba mais de 4% na nona sessão de quedas

BCP tomba mais de 4% na nona sessão de quedas

As acções do banco até abriram a sessão em alta, chegando a ganhar quase 4%. Mas aguentaram pouco tempo no “verde”.
BCP tomba mais de 4% na nona sessão de quedas
Bruno Simão/Negócios
Rui Barroso 07 de junho de 2016 às 08:55

O BCP continua sob pressão. As acções do banco liderado por Nuno Amado descem 4,18% para 2,12 cêntimos esta terça-feira. É a nona sessão consecutiva de descidas, período em que o banco cedeu mais de 35% do seu valor e que coincide com o anúncio surpresa de um aumento de capital por parte do espanhol Banco Popular. Pelo meio, as acções do BCP foram ainda excluídas do índice MSCI Global.

Apesar da descida desta terça-feira, as acções do banco até iniciaram a sessão em terreno positivo. Chegaram mesmo a valorizar 3,95% para 2,3 cêntimos. Mas rapidamente regressaram às fortes quedas e estiveram a descer 7,34% para 2,05 cêntimos (novo mínimo histórico). Isto em mais uma sessão em que o regulador proibiu as vendas a descoberto, por considerar que "a flutuação do preço das acções em causa não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo". Essa proibição irá estender-se até às 23h59m de 8 de Junho, quarta-feira.   

O banco tem sido pressionado pelos receios de que tenha de fazer um aumento de capital, seja para participar no processo de venda do Novo Banco ou para fazer face à baixa rentabilidade e à exposição a activos problemáticos.

Os analistas do Goldman Sachs referiram após o anúncio da recapitalização do Banco Popular que o BCP era, a par de algumas entidades italianas, um dos bancos europeus mais expostos a paralelismos com o caso do banco espanhol. A análise foi refutada por Nuno Amado, que argumentou ao Negócios que o indicador utilizado pelo Goldman Sachs para tirar aquelas conclusões estava desactualizado. "O BCP tem uma carteira que está em clara redução. É uma carteira bem colateralizada, o que nos dá alguma tranquilidade", defendeu o presidente do banco.

O banco português tem agora como prioridade demonstrar ao mercado que não necessita de um novo aumento de capital e que, sem factores externos adversos, tem condições para concluir o reembolso do apoio do Estado sem necessitar de mais capital. Dos três mil milhões injectados no banco, resta amortizar 750 milhões de euros. 




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