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Berlusconi pede aos italianos que ignorem turbulência nos mercados de dívida

O primeiro-ministro italiano pediu aos italianos que mantenham as suas poupanças aplicadas em dívida pública, evitando contribuir para a instabilidade do valor da dívida do país.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 20:12
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Hoje, Sílvio Berlusconi pediu aos italianos que contrariem a turbulência nos mercados não se deixando intimidar pela instabilidade nos mercados financeiros e argumentando que estes não conhecem a realidade da economia do país, reporta hoje o “Financial Times” (“FT”).
A dívida italiana é uma das mais elevadas entre os países da Zona Euro, situando-se acima de 100% do PIB. Contudo, ao contrário do verificado noutros países, como Portugal, esta dívida é detida em grande parte pelas famílias italianas, que detêm uma elevada taxa de poupança. Daí que o primeiro-ministro apele aos italianos para não se desfazerem da dívida pública que detêm.

“Não creio que os mercados fiquem piores”, disse o primeiro-ministro de Itália ao falar à imprensa em Milão. O chefe do governo milanês reiterou que não são necessárias medidas de emergência para responder à instabilidade nos mercados, além de um conjunto de medidas já aprovadas para os próximos três anos.

Apesar das declaração do primeiro-ministro, a dívida italiana continuou a depreciar. As obrigações, cujo valor oscila em sentido contrário ao dos juros, já paga um prémio de 390 pontos base face à dívida alemã, um máximo desde o início do euro, segundo o “FT”.

As acções italianas perderam hoje 5,16% numa sessão em que o encerramento do mercado foi adiado devido a problemas técnicos que ocorreram durante uma sessão em que os investidores reduziram a sua exposição às acções do país.

Os receios de que a terceira maior economia da Zona Euro seja obrigada a recorrer à ajuda internacional provocaram alarme entre os investidores. A dívida pública italiana ascende a 1.900 mil milhões de euros e corresponde a três vezes o valor da dívida de Portugal, Grécia e Irlanda, refere a publicação britânica.

A líder do grupo industrial Confindustria, Emma Marcegaglia, disse que Itália enfrenta uma responder muito depressa àquilo a que chamou uma “grande emergência”, mas que não acredita que o país necessite de um resgate levado a cabo pela União Europeia.

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