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Banca mantém bolsa nacional em baixa

Os resultados do primeiro trimestre do BES, “piores do que o esperado”, continuam a penalizar a bolsa nacional, que começa a dar sinais de estar a recuperar à medida que as acções do banco liderado por Ricardo Salgado também atenuam perdas.

Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 08 de Maio de 2013 às 10:30
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A bolsa nacional continua em terreno negativo, pressionada sobretudo pela banca e pelo peso pesado Galp Energia. O BES apresentou ontem resultados abaixo do esperado pelos analistas, o que o faz estar a cair 4,01% para 0,886 euros, enquanto o BCP deprecia 0,91% para 0,109 euros. A Galp está a deslizar 0,24% para 12,46 euros.

 

O PSI-20 cai 0,26% para 6.339,94 pontos, com 11 cotadas em queda, oito em alta e uma inalterada, depois de ontem ter fechado em máximos de Agosto de 2011.

 

Nas restantes praças europeias a tendência é mista, com o CAC, o índice bolsista francês a registar a maior perda, de 0,40% para 3.936,85 pontos, e o ASE/FTSE, o índice bolsista grego a voltar em força da Páscoa ortodoxa com uma subida de 4,84% para 342,94 pontos.

 

Contudo, os investidores parecem agradados com os dados económicos divulgados na China, que apontam para uma aceleração das exportações do país.

 

O BES decretou um programa de austeridade interna, que passará pela redução de 200 postos de trabalho, fecho de quase 50 balcões e corte nos benefícios dos trabalhadores, com o objectivo de superar os prejuízos de 62 milhões de euros registados no primeiro trimestre. O Millennium IB antecipou que o BES pudesse ter um resultado líquido de 700 mil euros e o Caixa BI estimava lucros de 4,3 milhões de euros, no primeiro trimestre do ano.

 

Depois de na segunda-feira o sector financeiro ter beneficiado com a emissão de dívida por parte de Portugal, que colocou 3 mil milhões de euros numa operação marcada por forte procura, hoje a tendência é de correcção.

 

A impedir maiores perdas da bolsa nacional estão a Portugal Telecom e a EDP Renováveis, que seguem a ganhar 0,72% para 4,04 euros e 1,85% para 4,08 euros, respectivamente. A empresa liderada por Manso Neto obteve lucros de 90 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, um crescimento de 45% face ao período homólogo que se ficou a dever ao crescimento da produção e à subida de preços de venda da energia.

 

Depois do S&P 500 ter na segunda-feira atingido um máximo histórico, ontem foi a vez do Dow Jones Industrial Average, que fechou acima dos 15 mil pontos pela primeira vez na sua longa história. A expectativa de que a economia mundial está a recuperar e as injecções de liquidez dos bancos centrais continuam a animar os mercados norte-americanos.

 

Hoje é a vez da Impresa e da Altri apresentarem resultados. Os analistas do BPI Equity Research estimam que a Impresa tenha melhorado a rendibilidade no primeiro trimestre de 2013, reduzindo as perdas para 900 mil euros. Para a Altri, os analistas do CaixaBI antecipam receitas no valor de 137 milhões de euros, um EBITDA de 33,8 milhões de euros, e lucros de 9,2 milhões de euros.

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