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BES cai mais de 3% e pressiona bolsa nacional

O principal índice nacional acompanhou as principais praças europeias e fechou em queda, pressionado pelas perdas da banca e da Sonae. BES caiu mais de 3% enquanto o BPI perdeu mais de 1,5%. Crise no Iraque marcou tendências dos índices do velho continente.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 16 de Junho de 2014 às 16:49
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O PSI-20 encerrou a cair 0,61% para 7.194,60 pontos, com cinco cotadas a negociar em alta, 14 em baixa e uma inalterada.

 

A bolsa nacional acompanhou o sentimento predominante das congéneres europeias que estão a ser influenciadas negativamente pela evolução dos acontecimentos no noroeste do Iraque. Esta segunda-feira as autoridades de Bagdad perderam o controlo de mais uma cidade iraquiana para os rebeldes do Exército Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), neste caso a cidade de Tal Afar.

 

A imprensa internacional tem vindo a noticiar a possibilidade de o Governo norte-americano poder colaborar activamente junto de Teerão no sentido de combater os rebeldes do ISIS. Este acordo poderá ser um marco histórico importante ao assinalar a cooperação entre dois países há muito desavindo na cena política internacional.

 

O Wall Street Journal cita o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que assume a "disponibilidade para discutir" com Teerão uma ofensiva militar contra os "jihadistas" não "estando colocada de parte" uma ofensiva militar conjunta.

 

Por cá a penalizar a bolsa nacional esteve o sector da banca com o BES a cair 3,02% para 0,965 euros por acção. O Negócios escreve esta segunda-feira que a possibilidade do presidente do BES, Ricardo Salgado, assumir a posição de "chairman" da instituição pode ser colocada em causa pelas autoridades luxemburguesas.

 

O BCP encerrou a cair 0,11% para 0,1804 euros por acção  numa altura em que a Bloomberg garante que falta apenas ser dada "luz verde" pela instituição liderada por Nuno Amado para a concretização do propalado aumento de capital.

 

O BPI acompanhou a tendência tendo encerrado a perder 1,54% para 1,664 euros por acção. O Banif fechou a descer 0,95% para 0,0104 euros por acção e o Espírito Santo Financial Group, a holding que controla o BES, terminou a sessão a deslizar 0,43% para 2,771 euros por acção.

 

Também a penalizar a bolsa nacional esteve a Sonae que encerrou a perder 2,19% para 1,253 euros por acção.

 

A EDP fechou a ganhar 0,03% para 3,664 euros por acção no mesmo dia em que o UBS cortou a recomendação para as acções da empresa de "comprar" para "neutral" mantendo, ainda assim, o preço-alvo para os próximos 12 meses em 3,70 euros por acção.

 

Já a EDP Renováveis encerrou a desvalorizar 1,11% para 5,181 euros por acção.

 

Para as operadoras de telecomunicações o início desta semana também se revelou negativo com a Zon Optimus a cair 2,89% para 4,90 euros por acção e a PT, no dia em que renovou contrato com a Selecção Nacional até 2018, a perder 0,25% para 2,834 euros por acção.

 

Destaque pela positiva para o sector da construção. A Mota-Engil fechou a valorizar 6,10% para 6,26 euros por acção. A construtora anunciou que vai prosseguir com a oferta pública inicial (IPO) da unidade africana. Os accionistas que pretenderem participar na oferta preferencial têm de deter acções até ao dia 17 de Junho.

 

A Teixeira Duarte acompanhou tendo somado 1,67% para 1,096 euros por acção. 

 

(Notícia actualizada às 16h58m)

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