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BES cai mais de 7% e fixa mínimo histórico abaixo dos 50 cêntimos

Banca europeia está a sofrer perdas acentuadas, devido aos receios com o impacto da provável saída da Grécia do euro. BES atingiu um mínimo histórico, o BPI igualou e o BCP está a negociar abaixo dos 10 cêntimos.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 13:56
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O Banco Espírito Santo está a sofrer fortes perdas na sessão de hoje, em linha com os congéneres europeus, tendo atingido um mínimo histórico abaixo dos 50 cêntimos por acção.

O índice para a banca europeia cai perto de 3%, com os investidores a penalizarem o sector financeiro, por estarem a incorporar uma maior probabilidade de a Grécia sair do euro, dado que das eleições agendadas para 17 de Junho poderá advir um resultado que continua a dificultar a formação de um Governo pró-memorando de entendimento.

O movimento negativo acentuou-se hoje depois de ontem o BCE ter confirmado que deixou de financiar alguns bancos gregos, devido aos seus fracos níveis de capitalização.

Em Lisboa o BES é o banco mais penalizado, uma vez que apresenta também o maior nível de liquidez, sobretudo depois de terem sido admitidas à negociação, na passada segunda-feira, as acções resultantes do aumento de capital de mil milhões de euros.

As acções do BES caem 7,33% para 0,493 euros, tendo fixado o mínimo histórico nos 0,487 euros, o que representa uma capitalização bolsista abaixo de 2 mil milhões de euros. Foram já transaccionadas 11,28 milhões de acções do banco liderado por Ricardo Salgado.

O BCP recua 1% para 0,099 euros, perto do mínimo histórico fixado o ano passado nos 0,097 euros. Já o BPI, com uma liquidez mais reduzida (menos de 200 mil acções negociadas), cai 1,83% para 0,375 euros, igualando o mínimo histórico fixado ontem.

Na banca espanhola o dia está também a ser de fortes quedas, com o sector a ser pressionado pela notícia que o Bankia perdeu mil milhões de euros em depósitos no espaço de uma semana. O banco nacionalizado chegou a cair mais de 29%.

O Banco Popular cai 5,81%, o Bankinter desce 4,17% e o Sabadell cai 3,74%. Entre os bancos de maior dimensão, o Santander desvaloriza 1,99% e o BBVA cai 2,94%.

Fontes de mercado consideram que o movimento negativo na banca portuguesa e espanhola estará a ser exacerbado pelo forte aumento da aposta de constituição de posições curtas nos bancos ibéricos (bem como na dívida pública dos dois países), com os investidores a quererem tirar partido da especulação que se a Grécia sair do euro, a pressão passará a recair sobre Espanha e Portugal.
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