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BES e PT caem mais de 2% e empurram PSI-20 para terreno negativo

A bolsa nacional fechou em baixa, acompanhando a tendência generalizada da Europa. O BES recuou 3% e registou o maior deslize da praça portuguesa, num dia em que a Galp tocou no valor mais alto em mais de 2 anos.

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Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Junho de 2014 às 16:43
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A praça de Lisboa fechou em baixa a última sessão da semana. Os desempenhos negativos do Banco Espírito Santo, com uma quebra superior a 3%, e da Portugal Telecom, ao cair 2%, foram determinantes para a tendência.

 

O índice de referência cedeu 0,21% para os 7.238,42 pontos, contando com 11 cotadas em baixa. O PSI-20 acompanhou o comportamento europeu, onde os investidores negociaram com receio devido aos conflitos que se têm vivido no Iraque. 

 

Em Lisboa, o BES marcou o comportamento mais negativo, com uma quebra de 3,21% para os 0,995 euros. A instituição financeira continua a apresentar um desempenho em baixa desde que revelou os dados relativos ao aumento de capital, nomeadamente a procura pelas novas acções ter sido 79% superior à oferta. Na próxima terça-feira 17 de Junho, começam a negociar os novos títulos emitidos. A pressionar o BES continuam também os problemas em torno da gestão do banco e do grupo em que se insere, como a indicação dada pelo contabilista de que Ricardo Salgado sabia que as contas da Espírito Santo International (ESI) - "holding" que controla os negócios da área financeira e não-financeira – continham irregularidades.

 

Também com desvalorizações negociou o Banco BPI. As acções deslizaram 0,53% para os 1,69 euros, algo que era já antecipado pelos analistas depois de a oferta pública de troca ter sido concretizada a 1,54 euros por acção, um desconto de 9% face ao fecho da sessão de quinta-feira. O banco conseguiu um reforço de 103 milhões de euros do capital embora abaixo da meta pretendida. 

 

Em contraponto esteve o Banco Comercial Português, que viveu uma sessão positiva, terminando nos 18,06 cêntimos devido ao ganho de 1,01%. Neste momento, continua em cima da mesa a possibilidade de o banco realizar um aumento de capital (não há ainda decisão por parte da administração), que a Bloomberg noticiou ontem que podia ascender a 2 mil milhões de euros, mais do que o inicialmente estimado.

 

O Banif também esteve em alta, com um fecho nos 1,05 cêntimos devido à valorização de 1,94%.

 

PT e Zon em queda

 

A contribuir para o comportamento negativo do PSI-20 esteve também a Portugal Telecom, ao cair 2,03% para 2,841 euros. A Zon Optimus perdeu 1,45% para 5,046 euros.

 

No sector do retalho, a tendência foi mista. A Jerónimo Martins ganhou 0,88% para 12,62 euros enquanto a Sonae SGPS recuou 0,77% para 1,281 euros. 

 

Galp em máximos de 2012, REN animada após privatização 

 

Por sua vez, a impedir uma maior quebra do índice esteve a Galp Energia, a subir 1,51% para os 13,455 euros. A petrolífera nacional chegou a tocar nos 13,55 euros durante a sessão, o que corresponde à cotação mais elevada desde Março de 2012. 

 

Na energia, a EDP ganhou 0,22% para 3,663 euros enquanto a Renováveis cedeu uns ligeiros 0,02% para 5,239 euros. 

 

A REN registou um forte volume na sessão desta sexta-feira, que resultou numa valorização de 1,15% para terminar nos 2,72 euros. Esta madrugada, ficou a saber-se que o preço de subscrição das acções vendidas pelo Estado, representativas de 11% do capital da empresa, foi de 2,68 euros. Um preço que os investidores não sabiam quando deram indicação de que queriam comprar as acções nesta operação, que ficou marcada pela fraca procura por parte de investidores particulares. Contudo, hoje, na bolsa, as acções somaram terreno. 

 

 

(Notícia actualizada às 17h com mais informações)

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