Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

BES subiu mais de 8% e já cresce mais de 20% desde a "conference call"

O BES encerrou a subir mais de 5% no dia em que o Conselho Superior da família Espírito Santo reúne-se para discutir o plano de reestruturação. Desde segunda-feira, dia em que elementos do banco realizaram uma "conference call" para acalmar os receios dos analistas, o banco já valorizou 20,1% em bolsa.

Miguel Baltazar/Negócios
  • Assine já 1€/1 mês
  • 11
  • ...

As acções do Banco Espírito Santo (BES) encerraram a subir 5,55% para 72,3 cêntimos, num dia em que trocaram de mãos mais de 103 milhões de títulos. A média dos últimos seis meses é superior a 26 milhões. Ao longo desta sessão, os títulos da instituição ainda liderada por Ricardo Salgado chegaram a subir 8,76% para 74,5 cêntimos. Além disso, registaram uma queda de 4,96% para 65,1 cêntimos nesta sessão de quarta-feira.

 

Na passada segunda-feira, 30 de Junho, elementos da administração do BES realizaram uma "conference call" com analistas que a acompanham a instituição para tentar acalmar os receios destes e dos investidores depois de todas as notícias que têm vindo a público nas últimas semanas. Tendo em conta a cotação de fecho de segunda-feira, dia desta conversa, e a desta quarta-feira, o banco ganhou 20,1% em bolsa.

 

Tendo em conta a cotação de fecho do BES, o banco tem uma capitalização bolsista de 4.066 milhões de euros e, desde o início deste ano, recua 23,01%.

 

Esta quarta-feira, o Conselho Superior da família Espírito Santo reúne-se para debater o plano de reestruturação do grupo. O Conselho Superior da família Espírito Santo, que inclui membros do ESFG, do ESI e da Rio Forte, reúne, esta quarta-feira, para discutir o plano de reestruturação do grupo. Em cima da mesa, pode estar o recuo na criação do Conselho Estratégico e a saída de todos os órgãos sociais do grupo, avança o Diário Económico.

 

Para Steven Santos, gestor da XTB, depois das quedas registadas na segunda-feira e em sessões da semana passada, a recuperação verificada durante estas duas últimas sessões deve-se, sobretudo, à proibição de "short selling" para parte da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. "A suspensão do ‘short-selling’ pela CMVM foi determinante para afastar os especuladores e reduzir a pressão vendedora. Na terça-feira de manhã, a decisão pela britânica FCA trouxe ainda mais peso à suspensão, não só por regulamentar os mercados no maior centro financeiro europeu, como também por raramente proibir a venda a descoberto. O peso institucional da suspensão do ‘short selling’ pela FCA foi importante para dissuadir os especuladores", afirmou em declarações ao Negócios.

 

"Outro factor importante foi a correcção técnica, com a acção a sair da zona de sobrevenda. A acção poderá estar apenas a aliviar das quedas recentes antes de voltar a cair. A antiga zona de suporte nos 83 cêntimos funciona agora como resistência", acrescentou.

Ver comentários
Saber mais Ricardo Salgado Banco Espírito Santo Conselho Superior Espírito Santo Rio Forte Conselho Estratégico
Mais lidas
Outras Notícias