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BESI desce preço-alvo da Galp mas mantém petrolífera na lista de preferidas

Os analistas do BES reduziram as estimativas para a petrolífera portuguesa mas reiteram a recomendação de “comprar” e inclusão na lista de “balas de prata”. O mercado está a atribuir um valor negativo à Galp, quando se subtrai à cotação o valor dos activos no Brasil e Moçambique, diz o banco.

Bruno Simão/Negócios
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 19 de Dezembro de 2013 às 14:03
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O BES Investimento (BESI) cortou a avaliação da Galp Energia em 11% para reflectir as estimativas mais pessimistas para o arranque da produção petrolífera no Brasil e para o mercado de refinação europeu. Ainda assim, a preferência pelos títulos da Galp foi “reiterada”.

 

“Depois da nossa análise aprofundada o justo-valor desce de 16,5 para 14,7 euros”, lê-se na nota a que o Negócios teve acesso. “Contudo, analisando bem os principais pontos que muitas vezes levam a rejeitar a recomendação de ‘comprar’, ainda identificamos razões para reiterar a nossa recomendação de ‘comprar’” e inclusão na lista de “balas de prata”, justificam.

 

O banco de investimento acredita que o aumento dos custos que a Galp Energia enfrenta no Brasil vai abrandar, tendo em conta os ganhos de produtividade observados nos últimos três anos. A inflação anual passou de 8 para 1%, segundo o BESI. “Acreditamos que isto vai contra a perspectiva consensual [do mercado] de que o investimento por barril de petróleo equivalente aumentou a um ritmo mais lento e vai continuar a fazê-lo”, sublinha o banco.

 

Por outro lado, os analistas acreditam que a Galp Energia vai reiterar as metas previstas para a produção petrolífera e isso deverá “ser bastante reconfortante para os investidores”. O potencial de exploração também poderá ser revisto em alta. 2014 será um ano marcado pela exploração em Marrocos, mas o Brasil também poderá dar boas notícias.

 

Por outro lado, a história de crescimento da unidade de Exploração & Produção tem “sólida fundamentação em activos”. A Galp Brasil justifica 11,0 euros da avaliação da Galp Energia e o acordo de exploração com a ENI justifica mais 1,8 euros.

 

Com as acções a negociaram abaixo dos 12 euros por acção, “os investidores estão a conferir um valor líquido dos activos que excluem o Brasil e Moçambique negativo em 1,3 euros”, ao passo que o BESI os avalia em 1,9 euros.

 

A Galp Energia está a desvalorizar 0,47% para 11,72 euros por acção e o preço-alvo do BESI para a cotada confere-lhe um potencial de valorização de 25,2%.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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