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BlackRock alerta: Todos temos que estar preocupados com a China

A China continua a ser alvo de preocupação junto de grandes investidores. Para a BlackRock, o elevado endividamento da economia chinesa é um problema e é insustentável que a dívida cresça mais do que a economia.

Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 17 de Maio de 2016 às 10:21
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A China continua a despertar a preocupação dos grandes investidores. Depois de investidores como George Soros ou Marc Faber terem alertado para os riscos na economia chinesa, agora é a BlackRock que argumenta que "todos temos que estar preocupados" com o nível de endividamento da China. Para a gestora é melhor um crescimento mais modesto, mas com menos dívida.


"Não se pode crescer a 6% e ter os balanços a crescer mais depressa", alertou Laurence Fink, da BlackRock, numa entrevista à Bloomberg TV. Para o especialista da maior gestora de activos do mundo, seria preferível que a economia chinesa crescesse a este ritmo, mas com um menr nível de endividamento.


A economia chinesa tem sido uma das principais preocupações dos investidores mundiais nos últimos meses. Depois de ter surpreendido o mercado com uma desvalorização do yuan em Agosto de 2015, a segunda maior economia do mundo voltou a assustar no início deste ano com novas intervenções no mercado cambial, alimentando quedas expressivas na maioria dos activos em 2016.


O novo crédito na China aumentou para um valor recorde de 4,6 biliões de yuan (623,7 mil milhões de euros) no primeiro trimestre do ano, ultrapassando os máximos registados em 2009, no período pós-crise. A dívida total de empresas, governo e famílias era 247% do PIB no ano passado, acima dos 164% em 2008, segundo números da Bloomberg.


Apesar dos esforços do Governo, através da implementação de estímulos, muitos investidores estão a antecipar uma travagem mais brusca da economia chinesa. E é precisamente por isto que Fink defende que as autoridades "precisam ser mais agressivas nas suas reformas".


O gestor considera que há ainda muitas empresas controladas pelo Estado e sinais de explosão do crédito nos últimos meses. Apesar destas preocupações, o especialista mantém-se "relativamente optimista para a China".

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