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BNP: Mercado está a fazer uma “interpretação benigna” da decisão de Cavaco Silva

Os mercados estão a receber as palavras de Cavaco Silva de forma positiva, porque o centro da análise está a ser que não vai haver eleições antecipadas, afirma o analista Ricardo Santos do BNP Paribas. Mas alerta que se não houver sinais de estabilidade política, pode haver uma inversão da percepção.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 11 de Julho de 2013 às 11:23
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“Politicamente, todas as opções estão em aberto” porque o Presidente da República vai voltar a ouvir os partidos e tentar encontrar uma solução. Mas “a incerteza vai continuar elevada por algum tempo”, alerta Ricardo Santos ao Negócios.

 

“De manhã, a interpretação que estava a ser dada é que o Presidente da República recusa eleições para já. Os agentes vêem isso de forma positiva”, mas, adverte, “a incerteza dificultará o regresso aos mercados” por parte de Portugal.

 

“Nunca perspectivámos um regresso aos mercados desamparado”, achando sempre que esse regresso seria através de um programa cautelar, e isto já num cenário de estabilidade política. Mas “essa discussão em torno de um programa cautelar deve começar mais cedo”, apontando para uma discussão para “já ou depois do Verão.” Quanto a um eventual segundo resgate, Ricardo Santos considera que não está em cima da mesa. Ainda assim, diz que o programa cautelar terá características muito semelhantes ao actual.

 

Ricardo Santos salienta que “tudo está em aberto” e que “quanto pior for a interpretação dos mercados pior será a reacção e mais difícil será o regresso dos mercados.”

 

“A mensagem que está a passar é que tudo pode acontecer”, mas ainda está a ser “feita uma interpretação benigna.” O analista adverte que “não sabe qual será a reacção” se os mercados começarem a achar “que não há estabilidade política.”

 

O Presidente da República recusou convocar para já eleições antecipadas e afirmou que vai convocar os três partidos que assinaram o memorando de entendimento – PS, PSD e CDS – para que estes cheguem a um compromisso de salvação nacional, defendendo a convocação de eleições para depois da saída da troika, o que acontece em Junho de 2014.

 

A reacção dos mercados está a ser pouco expressiva. A bolsa está a cair cerca de 1% e as taxas de juro implícitas nas obrigações portuguesas estão a registar subidas ligeiras.

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