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Boeing pesa no Dow e Tesla anima Nasdaq. S&P 500 tem melhor trimestre em 22 anos

As bolsas norte-americanas encerraram maioritariamente em alta, com a Tesla a impulsionar o índice tecnológico. A Boeing pressionou o Dow e retirou-lhe fôlego, mas não impediu uma subida. Já o S&P 500 registou o melhor trimestre desde 1998.

Reuters
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O Dow Jones encerrou a somar 0,94% para 25.812,34 pontos, com os dissabores da Boeing a impedirem ganhos mais acentuados.

 

Já o Standard & Poor’s 500 avançou 1,45% para 3.100,18 pontos, tendo registado o melhor trimestre em mais de duas décadas – devido à melhoria dos dados económicos, que fazem crer que já se vislumbra no horizonte uma retoma da economia norte-americana, com a ajuda dos estímulos governamentais e do banco central.

 

O S&P 500 já sobe mais de 37% desde o seu último mínimo de fecho, no passado dia 23 de março – tendo valorizado perto de 19% no trimestre, animado pelos estímulos sem precedentes em matéria monetária e orçamental e também pela flexibilização das restrições decorrentes da covid-19.

 

Contudo, no acumulado do ano ainda regista uma queda de quase 5%. Os ganhos de junho ficaram abaixo de 1% devido aos novos casos de coronavírus, que estão atrasar a reabertura de alguma atividade económica.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite encerrou a sessão de hoje a ganhar 1,87% para se fixar nos 10.058,76 pontos.

 

Os dissabores da Boeing

 

A Boeing deu ontem um forte impulso ao Dow, a disparar 6% depois de a Administração Federal da Aviação ter anunciado que a construtora aeronáutica poderia dar início a voos experimentais dos seus 737 Max.

 

Este modelo de aviões da Boeing estava impedido de levantar voo desde março de 2019, depois de ter protagonizado dois desastres no ano precedente que causaram a morte de 346 pessoas no espaço de cinco meses. O primeiro, da Lion Air, provocou 189 mortos, e o segundo – da Ethiopian Airlines – causou a morte de 157 pessoas.

 

No entanto, hoje a Boeing sofreu um revés, depois de a Norwegian Air Shuttle ter cancelado a encomenda de 97 dos seus aviões, o maior cancelamento por parte de um cliente da Boeing desde que os 737 Max ficaram em terra – há 15 meses.

 

O cancelamento destas encomendas, revela a CNN Business, deveu-se a problemas financeiros da companhia aérea norueguesa e não com algum problema com as aeronaves da Boeing – o que não impediu a sua queda em bolsa, com a cotada a ceder 5,75%.

 

O brilho da Tesla

 

Do lado positivo, destaque uma vez mais para a Tesla, cuja força animou grandemente o Nasdaq.

 

As ações da Tesla atingiram esta terça-feira um novo máximo histórico nos 1.087,69 dólares e a capitalização bolsista da empresa liderada por Elon Musk superou pela primeira vez a fasquia dos 200 mil milhões de dólares, alcançando os 200,6 mil milhões.

 

Desta forma, a Tesla aproximou-se da gigante Toyota, cuja capitalização bolsista é de 204,6 mil milhões de dólares, ameaçando tornar-se a fabricante automóvel mais valiosa do mundo.

 

No fecho da sessão, a Tesla somou 6,98% para 1.079,81 dólares.

Um dia após ter celebrado uma década em bolsa, a Tesla esteve assim a beneficiar de um e-mail interno de Musk para os trabalhadores, que foi divulgado pelo site Electrek, em que era referido que a empresa estaria "muito perto de atingir o 'breakeven' no trimestre", algo que os analistas veem como extremamente positivo, num contexto de crise na indústria automóvel devido à pandemia da covid-19. Aliás, a média das estimativas dos analistas aponta para uma perda de 1,16 dólares por ação no trimestre que hoje encerra.

 

Dan Levy, do Credit Suisse, acredita que a empresa de Musk poderá fechar o trimestre com entregas entre as 90 mil a 100 mil viaturas e que a possibilidade de mais um trimestre com lucro "não pode ser afastada".

Já mais difícil será o cumprimento do critério necessário para que a Tesla possa integrar o índice S&P 500. Para aceder a este índice, a fabricante automóvel terá de obter um lucro por ação de pelo menos 1,41 dólares.

 

Uber e Micron também impulsionam

 

A animar a negociação nesta terça-feira, do outro lado do Atlântico, estiveram também a Uber e a Micron Technology.

 

A Uber disparou 4,89% depois do anúncio de que está em conversações para comprar a app de serviços de entrega de comida Postmates.

 

Já a Micron Technology pulou 4,83%, após estimar receitas acima do esperado para este trimestre, devido à forte procura pelos seus chips para os notebooks e data centers.

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