Bolsa Bolsa cai pela terceira sessão com Navigator em desconto de dividendo

Bolsa cai pela terceira sessão com Navigator em desconto de dividendo

O ajuste técnico da Navigator ditou a terceira queda consecutiva do PSI-20, que voltou a contrariar a tendência positiva que se fez sentir no resto da Europa.
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Rafaela Burd Relvas 18 de abril de 2019 às 16:43
A bolsa nacional fechou a última sessão desta semana no vermelho, a acumular três dias consecutivos de perdas e a contrariar, mais uma vez, a tendência positiva que se fez sentir no resto da Europa.

O PSI-20 desvalorizou 0,15% para os 5.359,75 pontos e caiu cerca de 0,9% no acumulado da semana. Contudo, o desempenho desta sessão é explicado, em grande parte, pela queda superior a 5% da Navigator, que está em "ex-dividendo", ou seja, o título desta cotada esteve a negociar sem direito à remuneração, antes do pagamento do dividendo a partir do dia 24 de abril.

A papeleira desvalorizou, assim, 5,09% para os 3,99 euros por ação. Descontando o valor do dividendo que será pago na próxima semana, de 27,493 cêntimos, à cotação de fecho de quarta-feira (de 4,202 euros por ação), a Navigator teria até registado uma subida superior a 1,7% na sessão de hoje.

Foi, sobretudo, este ajuste técnico que ditou a descida PSI-20, que fechou com outras oito cotadas no vermelho, mas com quedas pouco expressivas, e as restantes dez em alta. Do lado das quedas, destacam-se também a Pharol, que perdeu 3,2% para os 17 cêntimos por ação, a Galp e a Jerónimo Martins, que recuaram ambas em torno de 0,4%.

A impedir uma desvalorização mais acentuada do principal índice acionista nacional esteve a EDP, que corrigiu as perdas das últimas sessões e avançou 1,65% para os 3,44 euros por ação. Ainda no setor energético, a EDP Renováveis ganhou 0,92% para os 8,75 euros e a REN somou 0,6% para os 2,52 euros por ação.

No resto da Europa, as principais praças fecharam em alta, com os investidores a aplaudirem os resultados trimestrais que foram apresentados por várias empresas. As contas positivas do primeiro trimestre têm animado os mercados, por sinalizarem que o abrandamento da economia mundial poderá não chegar tão cedo quanto antecipado.

O Stoxx 600, que reúne as principais cotadas da Europa, valoriza 0,2% para os 390,37 pontos e está em máximos de agosto do ano passado.

(Notícia atualizada às 16:52 com mais informação)



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