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Bolsa de Lisboa volta a cair 2% e prepara-se para pior semana em dois anos

O BES perde 9% e a PT cai 6%, liderando os deslizes numa manhã marcada pelo vermelho. Lisboa segue na linha da frente das quebras da Europa.

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O índice de referência da Bolsa de Lisboa está a cair. Mais uma vez. E em força. O PSI-20 prepara-se, aliás, para a pior semana em dois anos. O sector financeiro é o principal motor desta queda, mas o vermelho é carregado um pouco por praticamente todas as empresas.

 

O principal índice da praça nacional recua 2,29% para negociar nos 6.732,02 pontos. É o quarto dia de quedas. Na semana, o PSI-20 acumula uma desvalorização pouco inferior a 8%. O que, a confirmar-se no fecho da sessão, será a pior semana desde Maio de 2012. Nessa altura, a Europa estava a ser afectada pela instabilidade política na Grécia, já que se preparavam eleições nacionais nessa altura. Agora, também a Grécia volta a mostrar que ainda afecta o mercado, com os receios em torno da instabilidade política a dispararem na quinta-feira.

 

O ganho da bolsa nacional desde o início do ano está em torno de 2,7%, abaixo dos avanços de índices como Madrid e Milão quando, até há pouco tempo, superava essas valorizações.

 

Aumentos de capital afundam bancos  

 

Hoje, o PSI-20, com a queda de 2%, lidera os recuos ligeiros que se verificam na Europa Ocidental. A banca, nomeadamente devido aos aumentos de capital especulados e confirmados, é a principal responsável.

 

O Banco Espírito Santo está a cair 9,36% para os 0,959 euros, depois de ontem ter sido confirmado o aumento de capital de 1.045 milhões de euros, com as novas acções a serem subscritas por 0,65 euros. O ESFG está a afundar 7,23% para 2,54 euros, negociando em mínimos históricos.

 

O Banco Comercial Português negoceia nos 16,3 cêntimos, um valor inédito desde Fevereiro passado, resultado de uma desvalorização 3,83%. Há quatro dias que está a cair, período em que afundou 21%. O banco está a estudar os prós e contras de realizar uma operação idêntica.

 

O Banif, cujo aumento de capital se iniciou esta sexta-feira, desliza 1,96% para 1 cêntimo.

 

PT cai 5%

 

A Portugal Telecom também está em destaque pela negativa na sessão de hoje, numa altura de pressão em que negoceia cada vez numa maior relação com a brasileira Oi, com que se vai fundir previsivelmente em Outubro. A PT cede 5,83% para os 2,648 euros, estando a transaccionar perto do mínimo de 1996 que foi renovado em Julho de 2013.

 

No sector das telecomunicações, também a Zon Optimus perde terreno, embora de menor magnitude, no dia em que apresenta a sua nova marca resultante da fusão Nos. A cotada liderada por Miguel Almeida segue nos 4,825 euros ao cair 1,99%.

 

Entre as grandes empresas, a Sonae perde 1,23% para 1,203 euros enquanto a Jerónimo Martins cede apenas 0,12% para 12,475 euros. A Galp Energia negoceia nos 12,72 euros ao cair 0,39%.

 

Grupo EDP e CTT contrariam

 

A impedir uma maior desvalorização da praça nacional encontram-se o Grupo EDP e os CTT. A EDP soma 0,30% para 3,37 euros ao passo que a Renováveis está nos 4,95 euros ao ganhar 0,57%.

 

Após quatro dias em queda, os CTT estão a ganhar 1,2% e estão a transaccionar nos 7,265 euros por acção. 

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