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Bolsa nacional arranca semana no vermelho em linha com a Europa

O principal índice da bolsa de Lisboa começou a semana em terreno negativo, em linha com as principais praças europeias. Isto numa altura em que crescem dos receios dos investidores em relação a questões de geopolítica, depois de a Coreia do Norte ter testado uma bomba de hidrogénio.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 04 de Setembro de 2017 às 08:15

A bolsa de Lisboa, assim como a maioria das praças europeias e asiáticas, começou a primeira semana de Setembro em queda, com as acções a serem penalizadas pelos receios dos investidores em torno da escalada das tensões geopolíticas.

O PSI-20 desce 0,34% para 5.177,77 pontos, com 16 cotadas em queda, duas em alta e uma inalterada. Entre as restantes praças europeias, o principal índice holandês recua 0,51% e o francês CAC40 desvaloriza 0,60%.

Este comportamento tem lugar depois de no sábado, 2 de Setembro, a Coreia do Norte ter anunciado ter, alegadamente, desenvolvido uma arma nuclear mais avançada, com "grande poder destrutivo", avança a agência de notícias norte-coreana, KCNA, citada pela Reuters.

Poucas horas depois, o regime norte-coreano anunciou ter conduzido o sexto e mais poderoso teste nuclear, dizendo tratar-se de uma detonação com sucesso de uma avançada bomba de hidrogénio.

O anúncio do "total sucesso" do teste de uma bomba de hidrogénio, conhecida como bomba H, foi feito pela pivot da televisão estatal norte-coreana. As reacções mundiais não tardaram. Os Estados Unidos fizeram saber que estavam preparados para a responder a "qualquer ameaça" norte-coreana. Tóquio, por sua vez, pediu tanto à Rússia como aos Estados Unidos para elevar a pressão sobre Pyongyang.

A Coreia do Sul iniciou manobras militares que envolvem mísseis balísticos, em resposta ao ensaio nuclear perpetrado pela Coreia do Norte. Entretanto, Seul diz ter detectado manobras por parte da Coreia do Norte para preparar o lançamento de um míssil balístico que poderá ser intercontinental.


Em Lisboa destaque para as acções do BCP e da Jerónimo Martins, que estão a pesar na evolução negativa do índice. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado descem 1,02% para 22,42 cêntimos. O BCP comemora esta segunda-feira 30 anos no mercado accionista português. Na edição desta segunda-feira, o Negócios traz um artigo sobre estas três décadas que foram de brilho, mas também de escuridão, com os últimos anos a serem marcados por uma enorme destruição de valor num dos títulos mais populares da bolsa de Lisboa.


O Montepio cede 0,10% para 99,6 cêntimos.


A Jerónimo Martins perde 0,68% para 16,775 euros. E a Sonae desvaloriza 0,63% para 94,5 cêntimos.

Na energia, a EDP cede 0,03% para 3,244 euros e a EDP Renováveis desce 0,41% para 6,88 euros. A REN desvaloriza 0,43% para 2,777 euros.

A Galp Energia recua 0,28% para 14 euros, isto numa altura em que os preços do Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, estão em queda. O Brent desce 0,78% para 52,34 dólares por barril.

A Nos perde 0,28% para 5,375 euros.

Em alta, seguem as acções da Ibersol (que sobem 8,16% para 12,49 euros) e dos CTT (que somam 0,04% para 5,17 euros). 

 
(notícia actualizada às 08:21)

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