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PSI-20 cai mais de 2% pressionada pela Galp e pelos mínimos históricos do BCP

O índice PSI-20 acompanhou o ritmo negativo do resto da Europa, com uma queda de mais e 2%. A Galp foi uma das empresas que registou pior desempenho, num dia em que o BCP registou mínimos históricos.

Sérgio Lemos
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 26 de Outubro de 2020 às 16:50
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O índice PSI-20 terminou esta primeira sessão da semana a cair 2,12% para os 4.051,69 pontos, acompanhando o cenário no resto da Europa, numa altura em que a maioria dos países do "velho continente" está a impor novas restrições de circulação, numa tentativa de conter a propagação de coronavírus pela região.

Com 16 cotadas em queda, uma na linha de água e uma a subir, um dos destaques vai para a queda de 4,89% da Galp para os 7,746 euros por ação, naquela que é a maior queda em três meses para a cotada portuguesa. Hoje, a petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva, segundo um comunicado envido à CMVM, registou um resultado líquido RCA negativo de 23 milhões de euros no terceiro trimestre, um valor que compara com 101 milhões de euros positivos no mesmo período do ano passado.

Para além disso comunicou a venda de uma posição de 75,01% na companhia que detém nove empresas regionais de distribuição de gás em Portugal à Allianz, por 368 milhões de euros. O valor implícito no negócio ficou abaixo do que a Galp Energia pretendia em março, quando avançou com a operação no mercado.

O dia será de má memória também para o BCP, que renovou os mínimos históricos, ao desvalorizar 2,84% para os 7,52 cêntimos por ação.

O setor de tecnologia da Europa registou uma das maiores quedas em todo o continente, pressionado pelo tombo da alemã SAP, que hoje chegou a derrapar mais de 21%, naquela que foi a sua maior queda intradiária desde 1999. Em causa esteve um corte nas previsões de receitas para este ano, admitindo também que uma nova onda de confinamentos afete a procura na primeira metade de 2021.

Este resvalar nas ações equivale a uma perda de 28 mil milhões de euros no valor de mercado da SAP. As consequências desta queda histórica chegaram a Portugal, com a Novabase a registar a maior queda desde março deste ano, altura do primeiro grande choque sentido nos mercados devido à atual pandemia. As ações da empresa portuguesa terminaram o dia a perder 4,24% para os 3,16 euros por ação.

No setor do papel, a Altri registou uma queda de 4,94% para os 3,384 euros por ação e a Navigator perdeu 2,64% para os 1,920 euros por ação, um dia antes de apresentar resultados trimestrais. De acordo com os analistas do CaixaBank BPI, o lucro líquido da Navigator deverá sofrer uma queda homóloga de 61% para os 21 milhões de euros nos três meses em análise.

A Altri, que só apresenta números a 19 de novembro, deverá registar um prejuízo de 1,2 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, de acordo com as estimativas do JB Capital. Hoje, numa nota de análise, este banco de investimento aumentou a recomendação da Altri de "neutral" para "comprar", considerando que, ao preço atual, a empresa produtora de pasta e papel é atrativa.

Em queda esteve também a EDP, que perdeu 1,35% para os 4,320 euros por ação
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