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Bolsa nacional: EDP escapa à onda vermelha com ganho de 1,80%

Entre os principais mercados europeus, o PSI-20 foi o que menos caiu devido aos ganhos da Energias de Portugal e da Jerónimo Martins. Ainda assim, é já a sexta sessão de quedas em Lisboa em dia de sobressaltos nas bolsas mundiais.

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Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 07 de Janeiro de 2016 às 16:43
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O principal índice do mercado nacional perdeu 0,45% para 5.141,24 pontos, com apenas duas cotadas em alta, a Energias de Portugal e a Jerónimo Martins. O PSI-20 registou a queda menos acentuada entre as principais bolsas europeias, num dia tumultuoso nos mercados mundiais.

Esta quinta-feira, a 
negociação das acções chinesas voltou a ser suspensa, apenas 30 minutos após o início da sessão. Nessa altura já caíam mais de 7%, o que fez accionar, pela segunda vez esta semana, o mecanismo de suspensão das negociações, criado para travar fortes volatilidades no mercado (este mecanimo foi, entretanto, cancelado pelo regulador do mercado chinês).

Este mecanismo de suspensão já havia sido accionado na segunda-feira, a hora e meia do fecho das negociações. A bolsa chinesa teve o pior arranque de ano de sempre, depois de terem sido divulgados, no fim-de-semana, dados sobre a actividade industrial da China que fizeram soar os alarmes sobre a situação da segunda maior economia do mundo.

A queda acentuada das acções chinesas está a provocar ondas de choque nos mercados mundiais. Na Europa, o índice que reúne as 600 maiores cotadas perdeu 2,40% para 345,86 pontos. A bolsa grega registou a maior queda, ao perder 4,58%, seguida pelo mercado alemão, que recuou 2,36%. Nos Estados Unidos, o Nasdaq e o S&P500 perdem mais de 1% e o Dow Jones recua 0,95%.

O PSI-20 escapou às quedas acentuadas dos seus congéneres europeus e norte-americanos "devido à sua fraca exposição à economia chinesa", explica o gestor da XTB Portugal, Pedro Ricardo Santos. "Ainda assim, a praça nacional não escapa a perdas que decorrem do efeito de contágio, assim como da queda acentuada dos preços do petróleo nos mercados internacionais", acrescenta o mesmo responsável.

O BCP foi a cotada que mais penalizou a bolsa nacional ao perder 3,09% para 4,7 cêntimos por acção. Foram negociados mais de 213 milhões de títulos do banco liderado por Nuno Amado. Ainda no sector bancário, o BPI caiu 3,54% para 1,09 euros.  

A construtora Mota-Engil também registou uma queda superior a 3%, tendo fechado o dia a valer 1,722 euros por acção.

A EDP e a Jerónimo Martins travaram uma queda mais acentuada da bolsa nacional ao ganharem, respectivamente, 1,80% e 0,17%. A eléctrica fechou nos 3,23 euros e a retalhista nos 11,735 euros, depois de o Haitong Bank ter antecipado que a dona do Pingo Doce deve registar resultados positivos no quarto trimestre de 2015.
 
(Notícia actualizada às 17:00)
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