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Bolsa nacional fecha com maior queda desde Abril de 2010. Banca afunda mais de 10%

A bolsa nacional fechou o dia a cair 5,31%, um registo de fecho de sessão só encontrado em Abril de 2010, quando o índice resvalou 5,36%. A capitalização bolsista do índice recuou 2,3 mil milhões de euros.

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Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 03 de Julho de 2013 às 16:53
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Depois de já ter estado a cair 7,13%, um registo intra-diário só encontrado em Outubro de 2008, quando o índice nacional recuou 8,25%, na sequência da crise financeira gerada pela falência do Lehman Brothers, a bolsa nacional registou hoje uma queda superior a 5%.

 

O índice nacional PSI-20 recuou hoje 5,31% para 5.236,49 pontos, com todas as 20 cotadas em queda. A banca e a EDP foram as empresas que registaram as maiores quedas de hoje.

 

A liderar as perdas da praça portuguesa estiveram a banca e a EDP, que acusaram a incerteza política que o país vive, após a demissão de Paulo Portas ter deixado o Governo praticamente em ruptura.

 

O BCP e o BES recuaram 12,90% e 10,95% para 0,081 euros e 0,545 euros, respectivamente. BPI e Banif também acumularam grandes perdas, respectivamente, de 8,44% e 14,13% para 0,825 euros e 0,079 euros. O ESFG foi a cotada que mais perto esteve de acabar o dia a ganhar, registando uma queda de apenas 0,04% para 5,218 euros.

 

No sector energético, a EDP e a Galp também estiveram em queda livre, com a empresa liderada por António Mexia a recuar 6,37% para 2,308 euros e 2,17% para 11,25 euros, tendo recuperado bastante nas últimas horas.

 

A banca foi o sector mais penalizado pela subida da percepção de risco do país, num dia em que os juros da dívida pública portuguesa a 10 anos negociaram acima dos 8%, o petróleo disparou em Londres e Nova Iorque e o euro esteve em mínimos de cinco semanas face ao dólar, apesar de agora já estar a subir 0,2%.

 

Também em forte queda seguem ainda as acções da Sonae SGPS, com a empresa a descer 5,14%, para 0,664 euros, devido à maior exposição da “holding” de Belmiro de Azevedo ao mercado nacional.

 

Já nas telecomunicações, a Portugal Telecom caiu 4,38%, para 2,792 euros. Já a Sonaecom desceu 8,18%, para 1,46 euros e a Zon Multimédia deslizou 4,39%, passando despercebida a notícia de que ambas as empresas concordaram com as condições impostas pelo regulador da concorrência para avançar com o processo de fusão da Optimus com a dona da TV Cabo.

 

A desvalorização de hoje faz com que a capitalização bolsista nacional tenha encolhido mais de 2,3 mil milhões de euros, com a banca a justificar mais de 26% deste valor.

 

Lá fora, a situação portuguesa e a egípcia arrastaram os principais índices europeus para o vermelho, levando o banco de investimento dinamarquês Saxo Bank a alertar esta manhã os seus clientes para uma provável queda do Governo português nas próximas 48 horas. O economista chefe Steen Jakobsen referiu ainda que Portugal deverá pedir um segundo resgate nos próximos seis meses.


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