Bolsa Bolsa nacional sobe à boleia do BCP e Galp. Europa recupera com recuo de Trump

Bolsa nacional sobe à boleia do BCP e Galp. Europa recupera com recuo de Trump

O PSI-20 está a acompanhar os ganhos ligeiros das restantes praças europeias, que recuperam das quedas expressivas registadas na última sessão, em que foram penalizadas pelo agravamento das tensões entre os EUA e a China.
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Rafaela Burd Relvas 21 de maio de 2019 às 08:25
A bolsa nacional arrancou a sessão desta terça-feira, 21 de maio, a negociar com ganhos ligeiros, interrompendo um ciclo de três sessões consecutivas de quedas. O PSI-20 abriu acima da linha de água, a valorizar 0,04% para os 5.100,73 pontos, com 11 cotadas em alta, cinco em queda e duas inalteradas. Lisboa acompanha assim a tendência positiva que se faz sentir no resto da Europa, depois de os Estados Unidos terem concedido um prazo de três meses para que as empresas norte-americanas continuem a negociar com a Huawei.

A impulsionar o PSI-20 está o BCP, que sobe 1,08% para os 25 cêntimos por ação, bem como o setor papeleiro, que corrige das fortes quedas registadas na última sessão, depois de a Navigator ter visto o BiG a baixar o preço-alvo atribuído às suas ações. A papeleira está agora a ganhar 0,65% para os 3,41 euros por ação, enquanto a Altri avança 0,97% para os 6,22 euros.

Também a Galp está a contribuir para os ganhos da bolsa, ao apreciar 0,77% para os 14,38 euros por ação. A petrolífera está a acompanhar os ganhos da matéria-prima, que valoriza nos mercados internacionais numa altura em que os investidores esperam que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) mantenha os cortes de produção para lá de junho. O barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, está a subir 0,31% para os 72,19 dólares.

Do lado das quedas, destaque para a REN, que está a desvalorizar 6,25% para os 2,40 euros por ação, no dia em que desconta o dividendo de 17,1 cêntimos que irá pagar os acionistas. Sem o efeito do desconto de dividendo, a energética estaria até a valorizar 0,43%.

No resto da Europa, a tendência também é de ganhos ligeiros, com as principais praças a recuperarem das fortes quedas registadas na última sessão, em que foram penalizadas pelo agravamento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Isto depois de, na segunda-feira, várias empresas norte-americanas terem anunciado que irião cortar relações com a chinesa Huawei, para cumprirem a ordem executiva do governo de Donald Trump. Entre elas, estão gigantes como a Google e a Intel, que vão deixar de fornecer componentes e serviços à Huawei.

Contudo, uma decisão anunciada pelo governo norte-americano já ao final do dia de ontem está a trazer ânimo aos mercados acionistas nesta manhã. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos decidiu conceder um prazo de três meses para que as empresas continuem a negociar com a Huawei, com o objetivo de lhes dar tempo para encontrarem alternativas. A tecnológica chinesa já veio, ainda assim, dizer que esta medida terá um impacto muito reduzido.

É neste cenário que o índice que reúne as maiores cotadas do setor tecnológico na Europa regista uma subida superior a 1%. O Stoxx 600 está a acompanhar este movimento, ao avançar 0,37%.



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