Bolsa Bolsa nacional sobe pela quinta sessão consecutiva

Bolsa nacional sobe pela quinta sessão consecutiva

A bolsa nacional travou a subida registada ao longo da manhã e fechou a subir 0,09%, prolongando assim o ciclo de ganhos para cinco sessões consecutivas. A subida superior a 2% do BCP conseguiu anular as quedas da Galp Energia e da Mota-Engil.
Bolsa nacional sobe pela quinta sessão consecutiva
Sara Antunes 24 de dezembro de 2013 às 13:16

O PSI-20 subiu 0,09% para 6.616,62 pontos, tendo tocado nos 6.661,79 pontos durante a manhã, o que corresponde ao valor mais elevado desde 2 de Agosto de 2011. Nesta sessão de terça-feira, que terminou mais cedo do que o habitual devido às comemorações natalícias, houve oito acções a subirem, oito a descerem e quatro fecharam inalteradas.

 

Esta foi a quinta sessão consecutiva de ganhos na bolsa nacional, o que corresponde ao maior ciclo de ganhos dos últimos dois meses. Neste período o principal índice avançou 3,68% e elevou para quase 17% a subida desde o início do ano.

 

Entre os congéneres europeus a tendência também foi de ganhos, na maior parte dos casos inferiores a 0,5%. Alemanha, Grécia e Itália não abriram enquanto as restantes encerraram à 13h.

 

A contribuir para a subida dos índices europeus esteve a divulgação de dados económicos. A Holanda reviu em alta o crescimento do PIB no terceiro trimestre para 0,2%, quando comparado com os três meses anteriores e França confirmou a contracção de 0,1%.

 

Na bolsa nacional o destaque continua a ser o BCP, que subiu 2,34% para 17,5 cêntimos, tendo tocado nos 17,76 cêntimos, o que corresponde a um novo máximo de 2 de Agosto de 2011. O banco continua assim a acumular ganhos, mais do que duplicando de valor desde o início do ano. O BCP continua a recuperar parte das perdas acumuladas nos últimos anos, beneficiando recentemente de notas de análise em que as casas de investimento têm revisto em alta suas avaliações do banco liderado por Nuno Amado. O BBVA elevou o preço-alvo do BCP de 15 para 19 cêntimos e a Fidentiis, que aumentou a avaliação de 8,5 para 18,5 cêntimos por acção.

 

Ainda na banca, o BES fechou estável nos 1,068 euros, o BPI recuou 0,56% para 1,253 euros, o Banif também encerrou inalterado nos 0,009 euros e o ESFG subiu 1,71% para 4,999 euros.

 

As acções que mais travaram a subida do PSI-20 foram as da Galp Energia, ao perderem 1,84% para 11,75 euros, sendo esta a primeira queda da petrolífera em cinco sessões. A Mota-Engil também pesou, ao recuar 1,65% para 4,357 euros, depois de ontem ter subido, a reflectir em parte uma nota de análise do BPI que subiu o preço-alvo das acções da Mota-Engil de 3,30 euros para 5 euros e manteve a recomendação como “neutral”. A instituição financeira, numa nota aos investidores ao que o Negócios teve acesso, escreve que o anúncio da Mota-Engil de que pretende colocar a sua subsidiária africana numa bolsa europeia, e que pretende aumentar capital de forma a poder fazer face às oportunidades que o continente africano oferece, deve fazer com que “os accionistas recebam o equivalente a 20% do capital” da Mota-Engil África.

 

Já a EDP avançou 0,72% para 2,654 euros e a EDP Renováveis cresceu 0,34% para 3,837 euros.

 

A Portugal Telecom e a Jerónimo Matrins também travaram os ganhos da bolsa, com a operadora de telecomunicações a recuar 0,92% para 3,23 euros e a retalhista a perder 0,28% para 14,15 euros.

 

(Notícia actualizada com mais cotações)




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