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Bolsa recua pela segunda semana seguida com crise política a centrar atenções

A bolsa nacional registou a segunda semana consecutiva de perdas, de 0,79%, elevando a queda do índice desde o início do ano para perto dos 5,2%. Pela positiva a Mota-Engil apreciou perto de 11% e pela negativa o Banif, envolvido numa operação de aumento de capital, desvalorizou mais de 41%.

Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 12 de Julho de 2013 às 18:36
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Esta sexta-feira a bolsa nacional fechou em queda, reflectindo o que se passou no global da semana em que o índice resvalou 0,79%, com 11 empresas em queda, sete a subir e duas inalteradas. A Mota-Engil registou uma subida próxima de 11% e o Banif uma queda de mais de 41%.

 

A semana na bolsa continuou marcada pela crise política que dura há duas semanas, com as acções a inverterem da tendência positiva dos primeiros dias, reagindo em queda à comunicação ao País do Presidente da República. 

 

Segunda-feira foi um dia totalmente positivo em Lisboa. O PSI-20 esteve toda a sessão a registar valorizações sempre superiores a 1%. O fecho também foi com ganhos. O que permitiu quase compensar as perdas causadas pelo pedido de demissão de Paulo Portas.

 

O principal índice da Bolsa de Lisboa terminou o dia nos 5.529,02 pontos, com uma subida de 2,25%

 

Na terça-feira, o índice registou um ligeiro recuo de 0,04%, depois de ter estado a sessão toda a subir. Foi neste dia que o Banif começou a registar a primeira de três grandes quedas consecutivas, fruto da segunda fase do plano de capitalização que tinha arrancado no início da semana.

 

Na quarta-feira, a bolsa nacional regressou aos ganhos, terminando o dia em terreno positivo, a subir 0,14%, e em contra-ciclo com as principais praças europeias, penalizadas pela de 3,1% das exportações chinesas, o que confirma a travagem no crescimento da economia do país. Também a pressionar os índices bolsistas, nesta sessão, esteve o corte de “rating” a Itália pela Standard&Poor’s. A Mota-Engil registou uma subida de quase 7%.

 

A partir de quinta-feira, o índice nacional começou a registar grandes perdas, tendo nesse dia caído 2,01%, com 17 acções em queda e três em alta. Entre os principais índices europeus o dia foi de ganhos com os investidores a aplaudirem as palavras do presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Ben Bernanke. O responsável afirmou que a economia americana continua a precisar de estímulos, o que foi muito bem recebido pelos mercados.

 

A bolsa nacional contrariou assim a tendência de ganhos que imperou em toda a Europa, um dia depois do Presidente da República ter anunciado que vai chamar os partidos que subscreveram o memorando de entendimento para que estes encontrem uma solução em que participem todos, de forma a garantir estabilidade política até à saída da troika, prevista para Junho de 2014, altura em que se convocará eleições.

 

Hoje, a bolsa nacional inverteu a tendência de subida registada até meio do dia, e fechou a desvalorizar 1,09%, num dia em que a tendência das restantes praças europeias foi mista. Os juros estiveram a subir 100 pontos e aproximando-se dos 8%.

 

Entre as cotadas que mais penalizaram o índice na semana estiveram a Portugal Telecom (-3,97%) e o Banco Espírito Santo (-3,63%). Em alta destacou-se a Mota-Engil, com uma subida de 10,82%. 

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