Bolsa Bolsa portuguesa passa ao lado do movimento de alta das bolsas mundiais

Bolsa portuguesa passa ao lado do movimento de alta das bolsas mundiais

PSI-20 já está em terreno negativo numa sessão em que as bolsas europeias ganham mais de 1%. Ameaça da S&P está a anular o efeito positivo da Reserva Federal.
Bolsa portuguesa passa ao lado do movimento de alta das bolsas mundiais
Nuno Carregueiro 19 de setembro de 2013 às 10:10

A bolsa portuguesa abriu em alta, com valorizações próximas de 1%, em linha com o comportamento das restantes praças europeias, que estão a reagir de forma positiva à surpresa da Reserva Federal, que decidiu não cortar os estímulos à economia norte-americana.

Contudo as acções portuguesas começaram a perder terreno e estão nesta altura a negociar já em queda, penalizadas pela ameaça da Standard & Poor’s em cortar o “rating” de Portugal.

 

O PSI-20 desce 0,18% para 5.960,56 pontos, com oito cotadas em alta, nove em queda e três sem variação. Na Europa os índices avançam mais de 1% e o Stoxx 600 atinge máximos de cinco anos, tal como o MSCI All Country World.

 

Este movimento deve-se ao facto de Ben Bernanke ter esta quarta-feira anunciado que a Fed vai manter para já o programa de compra de títulos de dívida em 85 mil milhões de dólares por mês, quando nos mercados a expectativa apontava para o primeiro corte na política de estímulos do banco central.

 

Esta notícia positiva para as acções não está a ser suficiente para animar a praça portuguesa, que está a ser penalizada pela decisão da Standard & Poor’s em colocar o “rating” da dívida soberana portuguesa em “vigilância negativa”, o que poderá implicar um corte na notação nos próximos meses.

 

O sector energético é o que mais penalizada a bolsa portuguesa, com a EDP renováveis a cair 2,18% para 3,851 euros e a EDP a ceder 0,26% para 2,703 euros.

 

A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira, 18 de Setembro, ter dado início a um inquérito aprofundado para verificar se o preço pago em 2007 pela EDP pela extensão do seu direito de usar os recursos hídricos públicos para a produção de electricidade não foi artificialmente reduzido. Ao Negócios, o porta-voz do comissário da Concorrência admitiu que "a Comissão pode pedir a Portugal que remedeie a distorção concorrencial" e que isso pode passar por recuperar verbas da EDP, em benefício dos contribuintes.

 

Também a pressionar o índice a Galp Energia cai 0,4% para 12,43 euros, enquanto no sector financeiro, o mais castigado pela decisão da S&P, o sentimento é misto. O Banco Espírito Santo cai 0,62% para 0,807 euros, o Banco Comercial Português segue estável nos 0,097 euros e o Banco BPI soma 0,54% para 0,938 euros.

 

A limitar as perdas do índice a Portugal Telecom valoriza 0,5% para 3,246 euros, depois da Oi ter aprovado o pagamento de dividendos no valor de 500 milhões de reais aos accionistas, a partir de 11 de Outubro.

 




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